Gilmar pede vista de processo de único preso pelo crime “insider trading” no país

O empresário Wesley Batista, um dos donos do grupo J&F, é o único preso pelo crime “insider trading” no país. O termo significa informação privilegiada, que o irmão de Joesley são suspeitos de usarem informações obtidas por meio de seus acordos de delação premiada para vender e comprar ações da JBS no mercado financeiro.

Dito isto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu hoje (5) vista do processo no qual a defesa pretende garantir a soltura do empresário Wesley. Não há data para a retomada do julgamento. O acusado está preso preventivamente em São Paulo desde setembro, quando o Blog do Esmael anotou “os verdadeiros motivos que levaram Joesley Batista para a cadeia“.

O pedido de mais tempo para analisar o caso foi feito pelo ministro quando o julgamento contava com dois votos para negar as solicitações dos advogados. Antes da suspensão, o relator do caso, Edson Fachin, e Dias Toffoli, votaram por negar pedido para remeter a investigação à Corte e revogar a prisão do empresário.

A condição de único preso pelo crime “insider trading” no país dá a impressão que a tipificação penal fora “encomendada” para aquele sujeito, ou sujeitos, no caso os irmãos Batista.

A defesa alegou que a situação processual de Wesley não tem relação com a quebra da imunidade penal do irmão dele, Joesley Batista. Além disso, os advogados argumentaram que a Justiça Federal em São Paulo não poderia afastar a validade dos benefícios de Wesley, que estão mantidos desde sua assinatura, e decretar a prisão dele.

“Wesley é um trabalhador e um empresário que está preso inequivocamente em função de seu nome”, disse o defensor, Ticiano Figueiredo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou no julgamento que o crime de insider trading não foi confessado pelo delator e não estava previsto como imunidade no acordo da JBS.

Convenhamos, há exageros nessas prisões dos caipiras da JBS.

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