Araucária (PR) dá exemplo para São Paulo ao reduzir tarifa do ônibus

A velha mídia informa nesta quinta-feira (28) que São Paulo vai aumentar a tarifa de ônibus de R$ 3,80 para R$ 4,00 a partir da semana que vem. Na contramão das gestões dos tucanos Geraldo Alckmin e João Doria, que combinaram o aumento, o município de Araucária, na região metropolitana de Curitiba (PR), concedeu a gratuidade do transporte para todos os estudantes e reduziu a tarifa para os demais usuários de R$ 4,25 para R$ 2,90. Aos domingos, ninguém paga a passagem de ônibus. As catracas ficam livre, inclusive para quem vai para Curitiba.

“É a principal política pública da história de Araucária. Quando isentamos os estudantes nós colocamos R$ 180 no bolso dos pais todo mês. A mãe também está isentada para levar o filho à creche. O acesso à educação é gratuito na cidade”, diz Genildo Carvalho, secretário Municipal de Governo.

O município de Araucária, a 27 km de Curitiba, tem 140 mil habitantes. Tem o terceiro maior orçamento do Paraná (perde apenas para Curitiba e São José dos Pinhais). Possui cerca de 90 mil eleitores. O prefeito é Hissam Hussein Dehaini (PPS).

Afinal, que mágica fez a cidade de Araucária que governador e prefeito de São Paulo poderiam também fazer para beneficiar os paulistanos?

Carvalho explica que o município de Araucária tinha muita corrupção. “Muitos ex-gestores ainda estão na prisão, inclusive por corrupção no transporte coletivo. Nós fechamos a companhia municipal de transporte porque ela coordenava esquema de corrupção na tarifa. Demos um choque de gestão e fizemos um pente-fino no preço do km rodado pago pela Prefeitura.”

De acordo com o secretário, o problema do transporte público é a gordura nas planilhas. “Pneu, óleo diesel, etc., tudo superfaturado. Também existe o lucro das empresas que exploram o serviço. Se não cuidar, um ônibus que custa R$ 300 mil entra na planilha R$ 600 mil.”

Dentre as gorduras na planilha que foram cortadas pelo prefeito Hissam estavam a taxa de manutenção (depreciação) de 10% em cada ônibus, a taxa de administração de 10% paga para a empresa concessionária, redução do número de veículos de plantão e corte de linhas inúteis para a população. “Se há gordura, você paga o dobro nas taxas”, resume Carvalho.

“Até imposto pessoal e viagens pessoais do dono da empresa entrava na planilha da CMTC (Companhia Municipal de Transporte Coletivo)”, conta.

Genildo dá a fórmula para resolver o problema no transporte público: gestão, combate à corrupção e austeridade. “Utilizamos esse princípio na redução da tarifa do transporte, mas é uma política de governo para todas as áreas do município.”

De acordo com o secretário de Governo, em Araucária é só alegria. Segundo ele, uma família com cinco pessoas economiza quase R$ 1 mil por mês só com o transporte. “É como se fosse uma transferência de renda que gera oportunidade para todos. Desde o pobre que acessa a escola e se locomove mais barato até o empreendedor, que vê esse recurso se movimentando. Esse dinheiro é aplicado na economia local com a compra de uma geladeira, uma roupa, ou outro bem.”

Genildo Carvalho afirma que transporte é política pública social e de desenvolvimento econômico na cidade.

“É uma política social que gera oportunidades para todos. O pobre ganha e o empreendedor também ganha ao economizar com o transporte do funcionário e o dinheiro que o trabalhador deixa de gastar com transporte é retroinjetado no comércio. É o ganha-ganha, um círculo virtuoso”, comemora.

“O que se fez em apenas um ano é mais do que já foi em toda a História de Araucária”, orgulha-se o secretário de Governo que, junto com o prefeito Hissam, completará um ano no cargo na próxima segunda-feira (1º de janeiro).

O prefeito Hissam e o secretário Genildo Carvalho bem que poderiam dizer a Alkcmin e Doria: ‘se não sabem como fazer, deixem que nós sabemos fazer bem feito.’

Os municípios de Araucária e São Paulo são díspares pelas proporções, mas os princípios que norteiam — ou deveriam nortear — a administração pública são os mesmos.

PARA ENTENDER A REDUÇÃO DA TARIFA DO ÔNIBUS EM ARAUCÁRIA (PR)
Fonte: Prefeitura Municipal de Araucária

Exemplo: família de 5 pessoas constituída de pai, mãe e três filhos, uma criança em CMEI e duas ensino médio.

O casal para ir e voltar do trabalho economiza R$ 118,80 por mês.

A família despendia para levar a criança à creche R$ 187,00 e seus outros dois filhos para a escola (e voltar) custava R$ 374,00. Totalizando neste caso uma renda a família de R$ 679,80. No domingo esta família para se deslocar em lazer gastava 136,00.

Pois bem, hoje é de R$ 815,80 o montante economizado mensalmente pela família de cinco pessoas.

Ou seja, é a maior distribuição de renda já efetivada na história de Araucária e essa iniciativa supera a maioria dos programas sociais existentes no Brasil.

Para obter esses resultados foi um árduo choque de gestão que consistiu desde a fiscalização das planihas de custo do transporte coletivo, readequação e padronização do sistema com relação às linhas e horarios, rescisão de contratos superfaturados, ilegais e fraudulentos, corte de serviços desnecessários, por ultimo o extincao da companhia de transporte CMTC, a qual historicamente serviu de instrumento para fomentar a corrupção através do pagamento de propinas aos políticos locais, que se beneficiavam as custas do trabalhador araucariense.

Importante ressaltar que essa política pública é benéfica as empresas pois oportuniza a geração de empregos, com a economia no pagamento do vale transporte.

Veja exemplo: uma empresa de 50 colaboradores economizará por funcionário R$ 59,40, totalizando R$ 2.970,00 mês. Economia esta que possibilita a contratação mais colaboradores.

“Estamos devolvendo o poder o povo e especialmente no tocante ao transporte coletivo, estamos devolvendo a população aquilo que roubaram ao longo de 30 anos da existência da CMTC”, enfatizou o prefeito Hissam

A gestão Hissam tem o foco em melhorar a vida dos mais carentes e também fomentar as economia local com oportunidades para os empreendedores e o desenvolvimento do município.

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