Acordo Osmar-Requião pode viabilizar ‘CPI do Quadro Negro’ na ALEP

Publicado em 4 dezembro, 2017
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Deverá repercutir na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta segunda-feira (4), o acordo político-eleitoral celebrado entre o ex-senador Osmar Dias (PDT) e o senador Roberto Requião (PMDB) com vistas a 2018. Mais do que a repercussão, poderá também engordar a oposição ao governador Beto Richa (PSDB) e propiciar a abertura de CPIs naquela Casa.

O PMDB de Requião tem quatro deputados na ativa. A saber: Ademir Bier, Anibelli Neto, Nereu Moura e Requião Filho.

Já o PDT de Osmar conta com três parlamentares, quais sejam: Fernando Scanavaca, Marcio Pauliki e Nelson Luersen.

O acordo programático entre PDT e PMDB é incongruente com o governo neoliberal, fiscalistas, corrupto, desastroso e inconsequente pilotado por Beto Richa. Por isso, parlamentares pedetistas que eventualmente votavam com o tucano agora terão de dar uma guinada em nome dessa congruência.

Some-se à união PDT-PMDB, o governo ainda tem a sistemática oposição do PT. O partido também tem três deputados: Péricles de Mello,
Professor Lemos e Tadeu Veneri.

Além de PT, PDT e PMDB os ditos “independentes” reforçam a oposição a Richa na ALEP, que, na maioria das votações, ficam distantes do Palácio Iguaçu. Vide o caso do deputado Ney Leprevost (PSD), Evandro Araújo (PSC), Márcio Pacheco (PPL), Rasca Rodrigues (PV), Tercílio Turini (PPS), Felipe Francischini (SD), Palozi (PSC) e Pastor Edson Praczyk (PRB).

Note o caríssimo leitor, se houver quem roa a corda, a oposição conseguirá a partir de hoje reunir 18 assinaturas (um terço) necessárias para a abertura de comissões de investigação na Assembleia. Dentre as CPIs que estão na fila está a da Operação Quadro Negro, que, segundo o Ministério Público, versa sobre desvio de recursos da educação para campanha eleitoral de Beto Richa.

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