Rosinha Garotinho e o abuso de autoridade em tempos de lava jato

O abuso de autoridade graça no país nesses tempos de lava jato. E a prisão da ex-governadora Rosinha Garotinho, pelo TRE-RJ, foi a expressão dessa abusividade. No entanto, ela deixou a cadeia na madrugada de hoje (30) por força de um habeas corpus.

Antes, porém, um esclarecimento: o titular deste site não conhece nem é partidário da ex-governadora; nem possui mandato para defendê-la, mas o faz em nome do Estado Democrático de Direito.

O abuso de autoridade teve o conluio entre Ministério Público e Globo, que, como se exibisse troféus de uma caça, mostrou no domingo as celas de Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Jorge Picciani, Rosinha Garotinho e da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo.

As medievais imagens cedidas à Globo pelo MP ferem os direitos fundamentais da pessoa humana e as prisões de Rosinha e seu marido, Anthony Garotinha, à primeira vista, parecem eivadas de ilegalidades. Tem cheiro de vingança política no ar, portanto.

Se houve ilícitos dos Garotinho, como acusa o TRE-RJ, ora, que se esgotem todas as instâncias e as possibilidades de defesa com o devido processo legal. Não se pode espetacularizar nem flexibilizar direitos fundamentais sob a alegação do “combate à corrupção”.

O MP e a Globo têm interesses que na maioria das vezes são distintos dos políticos e da sociedade. O advogado Rodrigo Tacla Duran, que depõe hoje (30) na CPI da JBS, que o diga…

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