Por Esmael Morais

MPF e PF continuam mais calados que ‘poeta da bola’ no caso Globo

Publicado em 16/11/2017

Até agora, a Polícia Federal e MPF, sempre proativos contra o PT e Lula, continuam silentes, como poetas, tal qual sugeriu certa feita o artilheiro Romário que permanecesse o Rei Pelé.

Nas redes sociais e nos portais de notícia, a omissão do MPF e da PF chama a atenção dos mais experientes jornalistas do país.

Tereza Cruvinel, no Brasil 247, por exemplo, tem uma explicação para a mudez dos “homens da lei”:

“Ao longo da Operação Lava Jato, tornou-se evidente a existência de uma aliança entre o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a mídia, que fez a sua parte com uma cobertura espetaculosa, desprezando a presunção da inocência dos investigados e executando a divulgação seletiva das delações premiadas vazadas por procuradores ou delegados federais.”

O jornalista Luís Nassif é outro que também cobra um posicionamento do MPF. Pelo Twitter, ele questiona:

“O MPF ousará pedir prisão preventiva para executivos da Globo? Vai ser pedagógico avaliar o espírito anticorrupção tendo que enfrentar um leão.”

O ácido jornalista Paulo Henrique Amorim, o PHA, sem papas na língua, acusa no seu Conversa Afiada a Globo de ter criado o “mercado futuro” da propina ao relatar que a emissora obteve o direito de transmissão nas Copas de 2026 e 2030.

Ao fingir que nada viram sobre a corrupção da Globo, o capital político dessas forças-tarefas da vida — que o MPF e PF imaginam possuir — se esvairá com muita rapidez.

Ou o filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos” é prova material da enganação e a lei efetivamente é para apenas alguns poucos?

Evidentemente que a lei não é para todos. E nesses tempos bicudos, então, é apenas um instrumento para a disputa do poder.