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Motorista do UBER agora tem direito a salário mínimo… em Londres

Enquanto o Brasil semiescraviza motoristas do UBER, em Londres um tribunal trabalhista decidiu nesta sexta-feira (10) que aplicativo de transporte privado deve pagar salário mínimo a seus funcionários. Sim, na capital inglesa, esses trabalhadores tiveram o vínculo empregatício com a empresa norte-americana reconhecido.

No Brasil, o Senado aprovou no dia 31 de outubro, por 46 votos a 10 e uma abstenção, o texto-base do PLC 28/2017, que regulamenta o transporte remunerado privado de passageiros. Como houve modificação no texto, o projeto retornou à Câmara.

Para o senador Roberto Requião (PMDB-PR), um dos mais árduos defensores da regulamentação do transporte privado, “o UBER quebra taxistas e precariza seus próprios motoristas, estabelece monopólio e prejudica usuários se não for regulamentado.”

O parlamentar fez um cálculo, por cima, de quanto o UBER manda para a matriz anualmente. Segundo Requião, trata-se da “bagatela” de E$ 6,75 bilhões s semiescravizando motoristas brasileiros.

“Se 500 mil carros UBER faturam R$150,00 dia e pagam 25%, UBER MANDA PARA FORA DO Brasil R$ 6.750.000.000 por ano. MUDERNIDADE?”, tuitou na semana passada o peemedebista.

A título de comparação, a companhia americana afirma ter 3,5 milhões de clientes somente em Londres. No ano passado, o UBER tentou reverter uma decisão judicial que conferiu aos motoristas do aplicativo direito à hora de trabalho mínima de 7,50 libras (R$ 32) e férias pagas.

Que tal o legislador brasileiro copiar esse bom exemplo de Londres?

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