Manifesto político da lava jato cria ‘paridade de armas’ para a “batalha final” de 2018

Publicado em 28 novembro, 2017
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Ao sair do armário com um manifesto político, talvez sem desejar, a força-tarefa lava jato pode ter criado uma espécie de ‘paridade de armas’ para a “batalha final” de 2018 anunciada nesta segunda-feira (27) pelo procurador Deltan Dallagnol.

O coordenador da força-tarefa afirmou ontem que 2018 é a “batalha final” da Lava Jato e que ela “depende do resultado das eleições para continuar”.

Antes do manifesto político dos procuradores, havia acusações de que a lava jata era “partidarizada” e que tinha o objetivo de tirar o ex-presidente Lula das eleições de 2018. Agora, o que eram convicções, para usar uma expressão do próprio Dallagnol, se converteram certeza: a força-tarefa tem motivação política-partidária.

“É importante que sejam eleitos candidatos com o passado limpo e identificados com a agenda anticorrupção”, pregou o documento lido pelo coordenador da lava jato.

A ‘paridade de armas’ — um princípio do direito que garante igualdade processual entre acusação e defesa até agora não foi visto na operação, frise-se.

O manifesto é alvissareiro porque derrubou por terra aquela “santificação” da lava jato e seus procuradores como “justiceiros” no cambate à corrupção.

O leitor há de convir que a “batalha final” de 2018 ficaria mais paritária se ocorresse no campo dos viventes, não do sobrenatural, do divino, etc.

O manifesto dos procuradores da lava jato e o queixume do juiz Sérgio Moro, segundo qual sofre “ataques sujos” em virtude dos julgamentos que faz em Curitiba, “coincidem” com o esperado depoimento do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran na próxima quinta-feira (30) na CPMI da JBS.

Tacla Duran promete provas de negociação paralela com a Lava Jato por meio de um advogado compadre de Moro.

Um aperitivo dessa conversa ocorreu na sessão da CPMI da JBS desta terça (28) onde o empresário Joesley Batista, controlador da JBS, se recusou a responder sobre o envolvimento de uma advogada meia-irmã do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, na firmação de delações premiadas na lava jato. O magistrado jura que ela é uma parente distante com quem “jamais conviveu”.

O Blog do Esmael vai transmitir ao vivo para o Brasil e o mundo, nesta quinta, a partir das 9 horas, o depoimento do ex-advogado Tacla Duran na CPMI da JBS.

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