Maldição do impeachment varre até “lambari de valeta” no Paraná

A maldição do impeachment não atinge apenas peixes grandes como Temer, ministros, governadores, deputados e dirigentes partidários golpistas. Varre também os “lambaris de valeta”, a exemplo do vereador maringaense Homero Marchese, do PV, mas assumidamente MBL (Movimento Brasil Livre).

O caso do vereador Homero Marchese, da cidade de Maringá (PR), é gravíssimo e ele está em vias de ter o mandato cassado, a pedido do seu próprio partido, o PV. A denúncia contra o edil foi protocolada no dia 05 de outubro, na Câmara Municipal do município.

Desde então, instalou-se uma Comissão Processante (CP) para analisar as denúncias contra o vereador, que são de desvio de finalidade do mandato, abuso de poder, assédio moral e intimidações contra servidor, contratação de pessoa já condenada pela justiça e usar meios ilegais, como acesso clandestino a banco de dados, para conseguir informações junto à prefeitura.

Marchese é o líder paranaense do Movimento Brasil Livre (MBL) e em Maringá esteve à frente de todas as manifestações que pediam o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff.

Depois de tanto ter lutado pelo afastamento de Dilma, em um processo onde muitos consideram uma ruptura democrática, o vereador tem usado o seu tempo regimental na Câmara para acusar seus algozes de perseguição política e de promoverem um golpe contra ele.

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