IstoÉ também se desespera com mostrengo que criou chamado Bolsonaro

A capa da revista IstoÉ desta semana traz na capa o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), um mostrengo criado pela própria publicação e pela Veja, que no início do mês passado também dedicou a capa ao presidenciável.

IstoÉ pinta o dito cujo como uma ameaça totalitária. Tem razão, embora ela aja com semelhança em relação aos petistas e aos setores que não professam o neoliberalismo econômico.

Mas a artilharia contra o capitão do Exército tem um motivo oculto que não aparece nas páginas das duas revistas: destruir o monstrengo que criaram para abrir alas para o PSDB.

O assunto é um dos mais discutido no Twitter com hashtag #ISTOEdesespero.

Bolsonaro atrapalha muito os planos presidenciais dos tucanos e da burguesia paulistana, que devem fechar questão em torno do governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Sua presença no páreo pode tirar o candidato do PSDB num eventual segundo turno. É aí que reside o desespero de ambas as publicações.

Segundo pesquisa Vox Populi, divulgada nesta sexta (17) o ex-presidente Lula venceria no primeiro turno com 42% das intenções de voto se as eleições fossem hoje.

Tudo que Veja e IstoÉ registram sobre Bolsonaro é verdade. Ele tem ódio de homossexuais, adora a ditadura militar, não entende nada de economia, desrespeita as mulheres, etc. Mas as revistas em questão têm muito em comum com ele, pois, graças a ambos os três, o país está afundado nessa crise porque apoiaram o golpe de Estado em 2016.

Eles todos se merecem, portanto.

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