“EFEITO QUADRO NEGRO”: Comunidade se cansa de esperar e reforma escola no Paraná

O Colégio Estadual Romário Martins, no município de Piraquara, Grande Curitiba, é um dos “filhos” da Operação Quadro Negro. A comunidade local, cansada de esperar pelo dinheiro que não chegou — porque foi desviado –, arregaçou as mangas para reformar o prédio de 65 anos.

A Operação Quadro Negro, do Ministério Público do Paraná, começou a investigar o desvio de R$ 20 milhões que seriam destinados à construção e reformas de escolas somente em 2015, depois que o Blog do Esmael, em primeira mão, noticiou a falcatrua na Secretaria de Estado da Educação.

Entretanto, a falta de recursos para a manutenção do Colégio Romário Martins era crônica. Desde de 2013 a comunidade escolar — pais, alunos, professores e funcionários — já vinha substituindo a responsabilidade do Estado.

O estabelecimento de ensino tem cerca de 1,7 mil alunos matriculados, segundo a direção do mesmo.

Apesar do “Efeito Quadro Negro”, que sonega o dinheiro da Educação, a reforma do colégio também teve uma “Mão Amiga” de presos do sistema carcerário. Trata-se de um programa de ressocialização do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen).

Esse projeto de ressocialização do apenado, por meio do trabalho de reforma e construção de escolas, pode ser uma boa para eventuais condenados na Operação Quadro Negro.

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