É a economia, Miriam Leitão

Miriam Leitão, d’O Globo, diz não entender como Michel Temer continua beijando a lona mesmo com a inflação em queda. Ora, minha senhora, porque esse “controle” se dá pela depressão econômica, qual seja, a recessão.

Miriam observa que desde o início do Plano Real a aprovação do presidente de plantão está condicionada à inflação: “quando ela sobe a rejeição aumenta, e quando desce a imagem do governo melhora.”

A colunista d’O Globo vê melhora nos indicadores da economia pelo prisma dos bancos e dos ricos, só pode. Na vida real do povo houve uma incrível degradação na qualidade vida. O trabalho precarizado, subemprego, queda no valor nominal dos salários, serviços públicos decadentes, empresas em dificuldades, etc.

Nem vale a pena entrar na questão moral, da corrupção no governo Temer, e na criminosa política de doação de nosso petróleo e nossas empresas públicas para estrangeiros, pois, aí transformaríamos essa análise numa crônica policial.

Não há ginástica possível na economia que faça os brasileiros se simpatizarem por Michel Temer, cujo golpe de Estado — apoiado pela Globo — interrompeu os ciclos de prosperidade material e de felicidade da Nação. Eis os motivos dele ser tanto odiado, cara Miriam.

“Uma das razões da persistente rejeição certamente é o alto nível do desemprego”, reconhece Miriam Leitão, embora escorregue dizendo que “melhora houve, mas insuficiente”. Não é bem assim. Houve melhora do subemprego e queda no poder de compra dos trabalhadores.

No ar condicionado dos estúdios da Globo, com certeza, a inflação está controlada; os empregos reapareceram; a economia reaqueceu. Somente nos estúdios da emissora de TV, porque, na vida real do povo brasileiro, nas ruas, as dificuldades se multiplicaram sob Michel Temer. Só não vê quem não quer. Por isso, ao final desse filme de horror, o peemedebista deverá ir direito para lata de lixo da História e seus criminosos atos revogados por um referendo popular.

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