URGENTE: Projeto “Igreja Sem Partido” entra em debate na ALEP

A Assembleia Legislativa do Paraná deverá iniciar um indigesto debate na semana que vem para pastores, padres, e afins, metidos na política: o projeto “Igreja Sem Partido”.

A proposta é do sindicalista Messias da Silva, conhecido como Obama das Araucárias, que lançou um manifesto defendendo o projeto “Igreja Sem Partido”. Ele levará a questão para um grupo plural e suprapartidário de deputados na segunda-feira (30).

Segundo Obama das Araucárias, líderes religiosos se utilizassem de fé alheia e da crença em Deus para a obtenção de mandatos e, consequentemente, de poder de defender suas organizações religiosas e igrejas.

A ideia do projeto “Igreja Sem Partido” é criticar o polêmico debate na Assembleia Legislativa do Paraná acerca do “Escola Sem Partido” cuja autoria é disputada por dois deputados que são pastores evangélicos.

“Imaginemos agora se todos que tiverem divergência em relação a segmentos organizados da sociedade resolvessem militar no sentido de tolher a liberdade de expressão alheia, teríamos não só a Escola sem Partido, como também a FIEP sem Partido, Sindicato sem Partido, latifundiário sem Partido, Banqueiro sem Partido, etc…”, filosofa o autor do projeto “Igreja Sem Partido”, que é dirigente do Partido Comunista do Brasil — seção Paraná.

A seguir, leia o manifesto do projeto “Igreja Sem Partido”:

IGREJA SEM PARTIDO

A derradeira polêmica nos anais da Assembleia Legislativa do Paraná, discorre sobre o projeto de lei Escola sem Partido, inclusive com ataques a Deputados contra e a favor. Para suscitar a discussão imaginaremos que a moda pegue no sentido mais amplo da palavra, a exemplo dos argumentos dos autores do projeto, outros parlamentares resolvessem também apresentar suas posições com relação a outros segmentos da sociedade, o exemplo clássico, é a representação de igrejas nos diversos segmentos do poder público, nesse caso especificamente no parlamento.

Imaginamos o projeto Igreja sem Partido, pois todos sabemos, não é difícil de constatar que seu apoio de determinadas denominações religiosas muitos de seus representantes não conseguissem obter mandatos parlamentares, o argumentos puro e simples que professores doutrinam estudantes para determinadas ideologias, serviriam de mesmo argumentos de líderes religiosos se utilizassem de fé alheia e da crença em Deus, para também se utilizassem dos mesmos em benefícios da obtenção de mandatos e consequentemente de poder de defender suas organizações, imaginemos agora se todos que tivessem qualquer divergência com relação a segmentos organizados da sociedade resolvessem militar no sentido de tolher a liberdade de expressão alheia, reteríamos, não só a Escola sem Partido, como também: A FIEP sem Partido, Sindicato sem Partido, latifundiário sem Partido, Banqueiro sem Partido, etc… Em tempos de intolerância fica difícil achar um rumo para o povo brasileiro.

Messias da Silva
Sindicalista

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