PGR exige fim do trabalho escravo; Temer vai fazer de ‘pateta’ a bancada ruralista

A situação de Michel Temer (PMDB) é a seguinte: se correr o bicho pega; se ficar o bicho come.

Dito isto, a procuradora-geral da República Raquel Dodge deu dez dias para que o governo volte atrás da portaria que afrouxou a fiscalização do trabalho escravo no país. (A votação da segunda denúncia no plenário da Câmara contra Temer ocorrerá antes, na quarta 25).

A pressão contra esse retrocesso vem de setores do Congresso Nacional e da comunidade internacional, como registrou o Blog do Esmael nesta quarta-feira (18).

A portaria número 38/2017, do Ministério do Trabalho, flexibilizou as regras de combate ao trabalho análogo à escravidão. Tal medida visou agradar a numerosa bancada ruralista no Congresso Nacional nas vésperas da votação de denúncia contra Temer por organização criminosa e obstrução à justiça.

Michel Temer deverá “correr” somente depois de o plenário da Câmara analisar a autorização do STF para abrir ação penal contra ele. Após essa decisão dos deputados, conforme o script, ele revoga a portaria.

Resumo da ópera: Temer vai fazer de ‘pateta’ a bancada ruralista; porém, somente após safar-se.

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