Por Esmael Morais

Mesmo apontado como “vampirão” pelo MPF, Barros poderá ganhar hoje título no Paraná

Publicado em 16/10/2017

Desde a semana passada os moradores da próspera cidade de Toledo tentam barrar um título de cidadão honorário a Barros e ao governador Beto Richa (PSDB). O Observatório Social local sugere que os políticos sejam agraciados com a comenda somente após provar que são inocentes em ações penais que respondem.

De acordo com a denúncia do MPF, Barros assumiu publicamente a posição de levar o “mercado de sangue” do Ministério da Saúde para o Paraná, em áreas de interesse político do ministro.

O MPF afirma que o Ministério, comandado por Barros, negociava com uma empresa para construção de uma nova fábrica de hemoderivados e recombinantes em Maringá, no Paraná, “sem realizar licitação ou apresentar justificativas científicas, técnicas e legais para a medida”.

A procuradora Regina Pontes Lopes afirma que Barros tenta “esvaziar as atribuições institucionais da Hemobras para o seu Estado, levando assim a produção e industrialização de hemoderivados essenciais ao SUS (Sistema Único de Saúde) e que, atualmente, são produzidos pela empresa em Pernambuco”.

O MPF ressalta os impactos financeiros nocivos à Hemobras com contratação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), além de cisão do mercado de fornecimentos de material plasmático, comprometendo 90% do orçamento da empresa pública.

No pedido de afastamento de Barros, a procuradora da República argumenta que “a conduta de contratação em caráter de urgência da Tecpar é fruto da omissão do próprio ministro em dar continuidade a projeto de transferência de tecnologia que implicou investimentos em torno de R$ 1 bilhão para a viabilização da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP)”.