Exército vai atuar nas eleições 2018 a pretexto de combater crimes cibernéticos

Aos poucos, o Exército vai ampliando sua participação como tutor e na criminalização dos brasileiros. Seja nas comunidades do Rio seja nas redes sociais, a “mão amiga” pode extrapolar ainda mais sua função constitucional. Vem aí o “Exército 2018”.

O art. 142 da Constituição tem a seguinte redação:

As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

O assunto gera demanda porque a caserna tem se manifestado favoravelmente a um golpe militar em virtude da fragilidade institucional do país criada com outro golpe, o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff.

Noutros tempos, noutras circunstâncias, a presença do Exército nas eleições não geraria tanta desconfiança.

As forças armadas atuariam se eventualmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhar nas urnas? Não se sabe, mas dar golpe e coçar é só começar…

Exército deve combater crimes cibernéticos nas próximas eleições

da Agência Brasil

A Justiça Eleitoral e o Exército pretendem firmar um convênio para atuar em conjunto no combate aos crimes cibernéticos nas próximas eleições. O tema foi debatido hoje (10) em uma primeira reunião entre o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

“Como a nova legislação vai jogar, nas próximas eleições, muito peso nas redes sociais, é fundamental contar com um comitê que se preocupe também com os crimes eleitorais cibernéticos”, disse Jungmann antes da reunião, convocada por Gilmar Mendes e realizada no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o ministro, o Exército é uma das instituições mais bem equipadas para atuar no combate a crimes eleitorais cibernéticos e por isso foi chamado pelo TSE.

“Vamos nos deparar com a nova legislação, temos esse novo modelo, o crowdfunding [financiamento coletivo], que temos que tomar todo o cuidado”, disse Mendes. “Teremos que fazer o monitoramento quase que online [em tempo real] de todas as doações.”

Combate a ações do crime organizado

Além do campo virtual, o Exército deve intensificar sua atuação nas ruas. Uma das preocupações é com o que Jungmann disse ser uma tentativa do crime organizado em implantar um “Estado paralelo”, em especial no Rio de Janeiro.

“No Rio é onde você tem mais bem acabado o Estado paralelo, o Estado criminoso, dominado pelo crime, com o controle do território. Que coloca criminosos e captura o Estado para exatamente levar adiante suas atividades criminosas”, afirmou o ministro da Defesa.

Como exemplo, Mendes disse haver diversos casos em que traficantes de drogas impedem a entrada de candidatos nas comunidades em que atuam, além de financiarem seus próprios candidatos com recursos ilícitos, obrigando a população dessas áreas a elegê-los. Uma vez eleitas, essas pessoas atuam inclusive na indicação para cargos na área de Segurança Pública, completou Jungmann.

Com o fim das doações de empresas para as campanhas, o presidente do TSE voltou a expressar preocupação também com a “caça a CPFs [Cadastros de Pessoa Física]”, quando pessoas físicas são cooptadas a fazer doações em seu nome, mas usando dinheiro do crime organizado.

Segundo Mendes, a intenção é, a partir de agora, realizar reuniões semanais para discutir a segurança e o combate ao crime organizado nas eleições, incluindo a participação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e de outros ministros de Estado, como Sergio Etchegoyen (Segurança Institucional) e Torquato Jardim (Justiça).

7 Comentários

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  1. Militar não presta pra nada, acorda cedo, pra ficar mais tempo sem fazer nada.
    Sempre foram mãos covardes, e braços fracos, nunca defenderam o povo. só
    se locupletaram e enriqueceram nas costas do povão.

  2. Melicos na rua é péssimo sinal.

  3. da mesmo pra ver e ler ,quem tem medo e já não tem mais que MEIA duzia de votos.quem vai intimidar quem as (Hurnas )ou os cavalos …por falar em URNAS são confiavel???.

  4. FALOU EM EXERCITO OS VERMEIO FICAM TUDO NERVOSINHOS…TOMARA QUE O EXERCITO TOME NOVAMENTE ESSE PAIS E COLOQUE ORDEM NESSA BAGAÇA…E DESSA VEZ NÃO VAI TER AJUDA DA POPULAÇÃO PARA TIRA-LOS DO PODER…

    • Sempre tem uns chifrudos que se incomodam com a cor vermelha. Bando de paranoicos que não outra coisa a fazer do que ver fantasmas ao meio dia. Triste sina de nação cujos filhos pedem intervenção militar: filhos com complexo de vira lata e nação fadada a ser uma mera republiqueta bananeira.

  5. É por aí que vão bloquear o Lula!