Caso das Bijuterias: STF barra abuso do juiz Bretas e mantém Cabral preso no Rio

Coube ao ministro Gilmar Mendes, do STF, a tarefa de barrar o abuso de autoridade do juiz da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, ao conceder habeas corpus suspendendo a transferência do ex-governador Sérgio Cabral para um presídio federal no Mato Grosso do Sul.

Cabral havia dado uma “sugestão de pauta” para a velha mídia ao dizer que a família do magistrado entendia do mercado de “joias” porque mexia com bijuterias.

“Vossa Excelência tem um relativo conhecimento sobre o assunto, porque sua família mexe com bijuterias. Se eu não me engano, é a maior empresa de bijuterias do estado.”

Por óbvio, a Globo e outros jornalões não se interessaram pelo “aviso de pauta” do ex-governador preso desde novembro de 2016.

Gilmar Mendes disse que não há justificativa para transferir o ex-governador para a penitenciária sul-mato-grossense. Para o ministro do STF, a informação sobre as bijuterias foi levada à imprensa pela própria família do juiz federal, o que, na visão dele, não demonstraria ameaça.

Portanto, ao ver do STF, a decisão de revogação da transferência do ex-governador — com a concessão do habeas corpus — seria necessária para barrar o abuso de autoridade do juiz Marcelo Bretas.

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