Senado vai peitar STF pela democracia, não por Aécio Neves

O Supremo conseguiu a façanha de unir praticamente todos os políticos contra a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato.

A medida do Supremo não tem previsão constitucional e afastamento de parlamentar é uma prerrogativa do Senado.

O PT, em nota, classificou a iniciativa da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal de uma ‘condenação esdrúxula, sem previsão constitucional, ‘que não pode ser aceita por um poder soberano como é o Senado Federal’.

Mas, antes, o Partido dos Trabalhadores também esculachou o tucano ao cravar que “Aécio Neves defronta-se hoje com o monstro que ajudou a criar” e que o senador do PSDB “não tem autoridade moral para colocar-se na posição de vítima”.

O Senado foi notificado ontem à noite do afastamento do tucano e sobre a determinação de recolhimento domiciliar noturno de Neves.

A exemplo do PT, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou um vídeo no qual afirma que “não se trata de salvar Aécio, mas sim de salvar a democracia, a Constituição e a representação popular”.

Antes de levaram a matéria ao plenário, os senadores pressionam para que os ministros do STF “afrouxem a tanga”, isto é, recuem da punição a Aécio sem o devido processo legal e o direito à ampla defesa.

Resumo da ópera: todo ministro do STF gostaria de ser um senador da República e todo senador da República gostaria de ser um ministro do STF.

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