Eleições 2018: Ciro ‘queima ponte’ com PT; Requião ‘amplia ponte’ com Lula

Publicado em 15 setembro, 2017
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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) queimou a ponte que tinha com Lula e o PT ao afirmar que o ex-presidente ‘insulta a inteligência do povo’ ao fazer-se de vítima na lava jato.

“Não é possível insultar a inteligência do povo brasileiro e manter essa mesma narrativa (de perseguição política)”, disparou o presidenciável pedetista.

Para Ciro, a narrativa capenga dos petistas fez com que os partidos de esquerda brasileiros perdessem credibilidade junto à população. “Eu não falo isso sem dor no coração”, disse.

O candidato do PDT afirmou não entender como Lula se abraça ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), no Nordeste, ou a Eduardo Braga (PMDB-AM), no Amazonas, se ambos apoiaram o golpe de Estado.

“Nós estamos ferindo de morte a narrativa central de que ainda dava a nós alguma respeitabilidade na opinião pública progressista brasileira, que é a ideia de que o Brasil está sob um golpe de Estado. Como é que eu posso então assistir na semana passada o Lula abraçado com (ex-presidente do Senado) Renan Calheiros (PMDB-AL), que era senador e votou pelo impeachment?”, questionou nesta quinta-feira (14) no Rio.

Ciro também não perdoou o PT, no Amazonas, ter apoiado Eduardo Braga em detrimento do candidato do PDT na eleição suplementar.

As recentes declarações de Ciro Gomes sinalizam para um distanciamento do PT e de Lula nas eleições de 2018. Talvez com esse movimento ele busque a condição de candidato do establishment, haja vista que a centro-direita ainda não conseguiu definir seu representante na disputa do ano que vem.

Como Ciro queima a ponte com os petistas, caso Lula não possa concorrer por “força maior” nas eleições 2018, restará ao PT ou apostar no ex-prefeito paulistano Fernando Haddad ou no senador Roberto Requião — que trocaria o PMDB pelo PT para disputar o Palácio do Planalto.

Note o caríssimo leitor que Requião tem sido habitué nos palanques do PT. Ele tem frequentado os comícios pelas diretas já, posse no diretório nacional, realizado conferências a plateias petistas e, na última quarta (13), foi o único não-petista a subir no palanque em apoio a Lula em Curitiba.

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