Por Esmael Morais

Tropa de Osmar Dias comemora delação envolvendo Ratinho Junior na Operação Pecúlio

Publicado em 25/08/2017

A comemoração se deu porque Osmar está de olho na “butique” do governador Beto Richa (PSDB), isto é, no apoio do tucano na disputa pelo Palácio Iguaçu. Sem Ratinho na parada, “Caim”, irmão de Alvaro Dias, o “Abel”, teria mais chances junto à “máquina” etc.

De acordo com a delação de Melquizedeque, Ratinho supostamente recebeu 10% de propina (R$ 400 mil) numa licitação oriunda de emenda parlamentar de R$ 4 milhões para a implantação de 120 câmeras de monitoramento na tríplice fronteira. A empresa Viga Nestore, vencedora do certame, teria sido indicada pelo então prefeito iguaçuense Reni Pereira (PSB).

Nesta quinta-feira (24), Ratinho Junior prestou depoimento na 7ª fase da Operação Pecúlio. Ele negou envolvimento na fraude e explicou que, na época, também destinou emendas para Rio Branco do Sul e Piraquara, mas a verba não foi liberada pelo Ministério da Justiça.

Pelo sim pelo não, a tropa de Osmar repete como se fosse um mantra que “à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.