Por Esmael Morais

Requião é o “candidato” da cúpula nacional do PMDB à Presidência da República

Publicado em 19/08/2017

O caso dos juvenis pedidos de “expulsão” dos senadores Kátia Abreu (PMDB-TO) e Requião, protocolados pela Juventude do PMDB, é mais uma “pedra no sapato” dos parlamentares do que a real expressão de vontades na cúpula nacional peemedebista.

No deserto de candidaturas ao Palácio do Planalto, a um ano das eleições, uma eventual “candidatura” de Requião pode servir de “moeda de troca” para os mandachuvas do PMDB – leia-se Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL), José Sarney (PMDB-AP), Edison Lobão (PMDB-MA), etc. — negociarem posições de poder em 2018.

Além de Requião, o PMDB não tem internamente nome de envergadura presidencial após o fiasco Michel Temer. Nem o PSDB, que já enxerga o deputado Jair Bolsonaro (PSC) à frente em todas as pesquisas de opinião. Outros nomes mais conhecidos, como Marina Silva (REDE), também não fazem cócegas no líder absoluto Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Requião não será expulso do PMDB porque é útil para a cúpula nacional, bem como Kátia Abreu. Eles são peças fundamentais no tabuleiro eleitoral dos fisiologistas, se for preciso um giro de 180º na política-eleitoral do ano que vem.

A coisa funciona tacitamente mais ou menos assim: a cúpula nacional do PMDB “usa” Requião, que “usa” a cúpula nacional para vender seu peixe antineoliberal; a relação entre ambos é dialética, portanto.