Por Esmael Morais

Para barrar Lula, vem aí o parlamentarismo

Publicado em 04/08/2017

Mas, antes, o Tinhoso terá que dar mais um golpe: acabar com o presidencialismo.

O ilegítimo adiantou que estuda propor uma reforma política em comum acordo com o Congresso Nacional e com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A medida valeria a partir do ano que vem.

“Agora vou me atrever um pouco aqui. Você falou em parlamentarismo para 2022, eu acho que nós poderíamos pensar, mera hipótese, no parlamentarismo para 2018, né? Eu acho que não seria despropositado”, disse Temer ao responder ao jornalista Reinaldo Azevedo se a proposta de parlamentarismo seria para 2022.

A senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, classificou a “assustadora” a possibilidade de Temer promover uma “reforma política” rumo ao sistema parlamentarista.

“E muitos deputados ainda votaram em nome da ‘moralidade’. Com que moral? Agora Temer almeja a possibilidade de promover uma ‘reforma política’, mas solicitando total atenção e pressa no sistema parlamentarista. É assustador!”, disse a dirigente.

O sistema parlamentarismo já foi sacado pela burguesia golpista brasileira em 1961, visando reduzir os poderes do presidente Jango Goulart. Durou apenas 17 meses, curto período marcado pela instabilidade e por três primeiros-ministros.

Segundo pesquisa Vox Populi, Lula venceria 2018 em todos os cenários possíveis.

Resumo da ópera: que moral têm os golpistas de cobrarem “democracia” na Venezuela? Democracia só é bom para os outros, menos para os brasileiros?