O servidor público como ‘bode expiatório’ do neoliberalismo

Publicado em 7 agosto, 2017
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Quase não há um santo prefeito, governador ou o próprio ilegítimo Michel Temer que não ‘sente a pua’, todo instante, nos servidores públicos das três esferas na administração.

De súbito, o funcionalismo público virou o ‘grande vilão’ nos orçamentos; as contas não fecham porque os servidores têm ‘privilégios’ e ‘ganham mais’ que os demais empregados da iniciativa privada etc.

Não é verdade que os salários dos servidores públicos ferram os orçamentos da União, Estados e Municípios. Esses trabalhadores estão sendo utilizados como ‘bodes expiatórios’ para a consecução do projeto neoliberal no país. As corporações oferecem resistência ao modelo, por isso entraram na linha de tiro da velha mídia e do rentismo.

Ora, para remunerar o capital improdutivo, aquele vadio que nada produz, o rentismo, a especulação, o dinheiro sai dos salários e dos benefícios dos trabalhadores, sejam eles das iniciativas pública ou privada.

O sacrifício dos trabalhadores da iniciativa privada para remunerar o capital pode ser mensurado com a reforma trabalhista, que precarizou a mão de obra e achatará muitos os salários. Completará a sacanagem a reforma da previdência, que imporá o fim da aposentadoria a esses que labutam.

Dito isto, agora o ‘maldito mercado’ busca demonizar para penalizar os servidores públicos brasileiros desencadeando contra eles uma guerra ideológica sem precedentes.

O que é ideologia senão a falsa representação da verdade? Mas os próprios administradores públicos estão embebecidos de uma raiva entranhada naqueles fóruns de gestores públicos, cujo objetivo é incutir na cabeça de todos que o ‘problema’ se chama servidores públicos. Mentira.

Nesse contexto, de ofensiva neoliberal, a resistência das corporações, dos sindicatos e das centrais sindicais são uma bênção Divina. Pois o que o capital pretende, também usando os gestores públicos como muletas, é desmontar o Estado Social para se apropriar do orçamento público para remunerar os rentistas, ou seja, os párias da sociedade brasileira.

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