Golpe do parlamentarismo visaria manter Michel Temer no poder

Publicado em 4 agosto, 2017
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Veja como seria o golpe do parlamentarismo proposto por Temer.

Daqui a dez dias, o ilegítimo Michel Temer pretende dar início ao que podemos chamar de ‘terceiro golpe’ nas instituições brasileiras, o parlamentarismo, para vigorar a partir de 2018. A proposta dar-se-á pela reforma política em discussão no Congresso Nacional.

Antes, porém, é fundamental que tenhamos claro os dois golpes havidos anteriormente: 1- o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff e 2- o desmonte do Estado Social e a consequente retirada de direitos dos trabalhadores (vide a reforma trabalhista).

Dito isto, voltemos à terceira fase do golpe de Estado, o parlamentarismo.

A ideia de parlamentarismo do Tinhoso teria similaridade com o modelo alemão que prevê um parlamento, um presidente da República e um primeiro-ministro.

O parlamento seria composto pelo Congresso Nacional, Câmara e Senado, nos moldes atuais, sendo os deputados eleitos proporcionalmente e os senadores majoritariamente representando os 26 estados e o Distrito Federal.

O primeiro-ministro seria eleito pelo Congresso Nacional – esse mesmo que na quarta-feira (2) arquivou o pedido de investigação contra Michel Temer por corrupção passiva e vende o país.

Por esse parlamento patronal, eleito por esquemas de empresas e bancos, o próprio Michel Temer teria chances reais de perpetuar-se no poder “dentro da legalidade democrática” e dentro da previsão constitucional.

Portanto, Michel Temer poderia manter as atribuições de Chefe de Estado que são conferidas a um presidente da República sem precisar passar pelo crivo dos 150 milhões de eleitores brasileiros. Bastaria apenas eleger-se deputado federal pelo estado de São Paulo para pleitear o cargo de primeiro-ministro.

Temer é ruim de votos. Na última vez que disputou a Câmara por São Paulo, em 2006, ele quase ficou de fora com 99.046 votos (0,476% do total). Elegeu-se por causa da distribuição das “sobras” de votos da coligação.

Eis a lógica da terceira fase do golpe, que agora visa barrar a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

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