Gilmar Mendes e Rodrigo Maia articulam volta do financiamento privado nas campanhas eleitorais

Na esteira da reforma política, em votação na Câmara, eis que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do TSE, Gilmar Mendes, articulam barrar o financiamento público nas campanhas eleitorais. Por outro lado, como solução, eles querem trazer de volta o financiamento privado dos candidatos.

O Supremo Tribunal Federal proibiu em 2015, por 8 votos a 3, as doações empresariais nas campanhas eleitorais. Em setembro daquele ano, o Senado também defenestrou a ingerência privada nas campanhas.

Agora, Mendes e Maia querem pegar uma carona na garupa da rejeição da velha mídia ao fundo partidário, estimado em R$ 3,6 bilhões para 2018, para ressuscitar o financiamento privado.

Resumo da ópera: a reforma política tende a ser uma mudança leopardiana: “tudo deve mudar para que tudo fique como está”.

Acompanhe ao vivo a sessão da Câmara:

Com informações do Congresso em Foco

11 Comentários

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  1. Gilmar solta mais três investigados da Operação Ponto Final no RJ. O ministro. do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia determinado a libertação de outros seis alvos da ação no setor de transportes. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de mais três investigados da Operação Ponto Final — desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Entre eles, Rogério Onofre de Oliveira, ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ), com base na decisão em que já havia ordenado a libertação do megaempresário Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei do Ônibus”.

    O ex-presidente do Detro-RJ teria recebido pelo menos R$ 44 milhões no esquema de corrupção no setor de transporte do Rio, de acordo com as investigações. Além de Onofre, Gilmar Mendes decidiu soltar a mulher do investigado, Dayse Deborah Alexandra Neves, e o policial aposentado David Augusto da Câmara Sampaio, acusado de fazer parte do esquema do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB) — que está preso. Os três foram presos no âmbito da Operação Ponto Final, que desbaratou a máfia atuante no setor de transportes no Rio, responsável pelo pagamento de mais de R$ 260 milhões de propina a políticos e agentes públicos.
    A mulher de Onofre foi presa dias depois, pedida pelo Ministério Público Federal (MPF) e determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

    “A investigada teve a ousadia de, apenas três dias após a prisão de seu marido e de decretada a indisponibilidade de seus bens, tentar reaver substancioso montante de dólares em fundo no exterior”, afirmam os procuradores da República que atuam na força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio.
    O ministro substituiu a prisão preventiva dos três por medidas alternativas à prisão, entre elas, o recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana, a proibição de manter contato com os demais investigados, a entrega do passaporte e a proibição de deixar o país, além do “comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz de origem, para informar e justificar atividades”.

    Com as três solturas, chega a nove o número de libertados pelo ministro Gilmar Mendes na Operação Ponto Final.
    Na semana passada, Gilmar Mendes já havia determinado a soltura de Jacob Barata Filho, do ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira, em um primeiro momento. Depois, havia estendido o benefício a Cláudio Sá Garcia de Freitas, Marcelo Traça Gonçalves, Enéas da Silva Bueno e Octacílio de Almeida Monteiro, que também estavam presos preventivamente.
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  2. ELES GOSTAM DE RIUBAR DINHEIRO PRIVADO EM CAMPANHA NUNCA MAIS

  3. É tudo o que a quadrilha chefiada por Luladrão, Temer e Aécio mais querem.

  4. Dois BANDIDOS e LADRÕES TRAIDORES LESA-PÁTRIA.

  5. Tudo regredindo nesse país.

  6. Esses dois pilantras f..da.p e mais o outro que tá preso mandam em 220 milhões de brasileiros. Esqueci do outro, o traficante que pra enche o saco do pt fez essa merda toda. Esqueci também dos 80% do mpf, pf e judiciário formado por bandidos.

  7. Eu sou filiado ao PMDB (velho MDB de guerra, como diz o Requião), sou primeiro suplente de vereador na cidade de Agudos do Sul e provavelmente vou assumir a cadeira, pois o vereador que está ocupando o meu lugar na câmera está recebendo como cargo comissionado da prefeitura o que é errado perante a lei o acumulo de duas funções, já estamos atuando para tirar ele do cargo. Eu sou afavor do financiamento privado das campanhas eleitorais pois vai livrar da compra de votos. Penso grande, pois no próximo ano vamos eleger o Lula como nosso prezidente, Requião governador e o ilustre deputado Toninho Wandscheer para deputado federal e seu filho Alisson Wandscheer para deputado estadoal. Com esse financiamento vamos conseguir ganhar as eleições pois hoje o dinheiro está na mão só dos golpistas que derrubaram a prezidenta Dilma e do beto richa lixo, pensem bem meus amigos, vai ser com pra todo mundo. (MONSA)

    • “Eu sou a favor do financiamento privado das campanhas eleitorais pois vai livrar da compra de votos. ”

      Como assim? Pelo contrário amigo, o financiamento privado é uma forma de empresários comprarem políticos eleitos. Piora tudo. Empresários cooptam políticos, para governarem/legislarem a favor dos interesses privados desses empresários. Tem que acabar com isso sim. O STF acertou ao proibir essa porcaria. Democracias avançadas, como a alemã, a francesa entre outras, proíbem esse tipo de financiamento.

  8. Vai esperar o que do Botafogo e do boca de chupa ovo .

  9. Um tapa na cara do MPF e da PF.