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Beto Richa nega participação em esquemas no Porto de Paranaguá

O governador Beto Richa (PSDB) negou nesta sexta-feira (11) participação em esquemas para favorecer empresas privadas no Porto de Paranaguá.

Richa virou alvo de inquérito no Superior Tribunal de Justiça porque o Ministério Público, no início de abril, apontou “fortes argumentos” contra o tucano e familiares dele em fraude de licença ambiental na área do Porto de Paranaguá.

À reportagem da jornalista Dulcinéia Novaes, da RPC/Globo, o governador Beto Richa reclamou de vazamentos acerca do inquérito no STJ: “Houve vazamento sim deste processo, e aí mostra o objetivo claro de me atingir e me desgastar politicamente”. Antes, porém, a emissora tinha veiculado os detalhes da investigação.

Beto Richa classificou a investigação do STJ como ‘ilação completamente maluca’ dos promotores de Justiça.

“Eu recebi com muita indignação, por um lado. Por outro lado, absolutamente tranquilo porque não tem qualquer ligação entre a empresa deste empresário que está com desejo de empreender lá no litoral com as empresas da minha família – não tem menor ligação. Tinha sim um vínculo de uma sociedade específica para um empreendimento há cerca de dez anos atrás. Aí fizeram essa ligação, uma ilação completamente maluca, insana, tentando me associar a essa situação”, afirmou o governador do PSDB.

Embora o governador Beto Richa jure inocência — e ele terá oportunidade de prová-la –, o ex-presidente de infraestrutura da Odebrecht, Benedicto Júnior, o BJ, delatou que o tucano usou as ‘longa manus’ de Teodósio Jorge Atherino para o recebimento de propina da empreiteira.

Atherino também aparece nas investigações da Operação Superagui, sobre a fraude na licença ambiental na área do Porto de Paranaguá.

Além de inquéritos na Operação Superagui, Beto Richa responde a outros dois no STJ: Operação Publicano (corrupção na Receita Estadual) e na Lava Jato (Odebrecht).

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