Por Esmael Morais

Requião bate-papo sobre Jango, nesta segunda, no lançamento de livro em Curitiba

Publicado em 02/07/2017

Na obra, João Vicente Goulart conta por que seu pai não resistiu ao golpe militar de 1964.

“Jango e eu: Memórias de um exílio sem volta” é de inestimável importância para a História e uma lição de patriotismo aos atuais políticos brasileiros.

A entrada para o debate é franca.

SINOPSE DO LIVRO

Aos 7 anos, João Vicente, filho de Jango e de Maria Thereza, foi, junto com a irmã Denize, testemunha e vítima das circunstâncias que levaram a família ao exílio. Agora, mais de 50 anos depois, João recupera as memórias de um período turbulento, desde a vida no Uruguai, onde foi alfabetizado, até a idade adulta.

Neste inventário afetivo da família Goulart, o registro histórico se relaciona ao pessoal. A incerteza, a falta de notícias, a difícil adaptação ao cotidiano uruguaio. O terrível momento no qual ficou claro que o golpe era muito mais do que uma quartelada e que duraria décadas. O avanço dos governos totalitários nas Américas. O fim da relativa liberdade com a queda da democracia uruguaia, no início da década de 1970, e a subsequente mudança dos Goulart para a Argentina. Os encontros com Paulo Freire, Glauber Rocha, Juan Domingo Perón, entre outros amigos ilustres de Jango.

Mais do que um livro de memórias escrito pelo filho de João Goulart, este é um valioso registro sobre as consequências da perda das liberdades individuais e um lembrete para ficarmos sempre atentos aos rumos políticos do país, de maneira a assegurar a manutenção da democracia.