Por Esmael Morais

Em Nota Oficial, PT acusa lava jato de perseguição

Publicado em 01/07/2017

A Nota Oficial do PT veio à baila nesta “sexta-feira gorda” em que o STF mandou soltar o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) e devolveu o mandato ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), rejeitando seu pedido de prisão por corrupção passiva (recebimento de propina da JBS).

Antes, porém, o Supremo já havia transformado o regime fechado em prisão domiciliar para a irmã e o primo de Aécio.

Por outro lado, motivo da Nota Oficial, filiados e militantes petistas continuam presos, a exemplo do ex-tesoureiro João Vaccari Neto, mesmo com a absolvição do TRF-4; e a doentia perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embalada pelo interesse político da lava jato de inabilitá-lo para as eleições de 2018, comprovam o seletivismo da força-tarefa.

Durante a semana, o PT advertiu que não aceitará pacificamente uma anunciada sentença de condenação de Lula a ser proferida pelo juiz Sérgio Moro.

A seguir, leia a íntegra da Nota Oficial do PT:

Nota oficial: Força tarefa mantém sua perseguição contra o PT – dentro e fora dos autos

A perseguição ao PT, notadamente, não se compara à benevolência com que procuradores tratam outras agremiações partidárias

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima usou sua página na rede social Facebook nesta sexta-feira (30) para promover uma série de ataques contra o Partido dos Trabalhadores. O direito à manifestação é livre, mas causa estranheza que um funcionário público de alto escalão exprima suas opiniões reiteradamente fora dos autos, numa clara tentativa de pressionar a Justiça e a opinião pública, e fazer valer seus desejos em meio aos trâmites processuais da Operação Lava Jato.

Coincidentemente, o desequilíbrio verbal e o descontentamento do procurador Carlos Fernando se dão no exato momento em que João Vaccari Neto foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Os juízes foram claros ao sentenciar que, segundo a lei, delações sem provas não bastam para condenar uma pessoa. Vamos repetir: segundo a legislação brasileira, delações sem provas não são suficientes para incriminar e, menos ainda, manchar a honra de quem quer que seja. Se é fato que ninguém está acima da lei, também não podemos admitir que esteja abaixo dela.

Infelizmente, essa não é a primeira demonstração do ódio dos procuradores contra o Partido dos Trabalhadores. O caso mais célebre dessa caçada judicial foi o infame power point contra o ex-presidente Lula, que virou motivo de piada nas redes sociais devido ao amadorismo e à fragilidade da denúncia. Pelo jeito, a Força Tarefa não aprendeu a lição e continua a agir de maneira que não condiz com a história do Ministério Público brasileiro e de seus representantes.

A perseguição ao PT, notadamente, não se compara à benevolência com que esses procuradores tratam outras agremiações partidárias. O PT e seus dirigentes estão e sempre estiveram à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários dentro do processo legal, que é o espaço para que dúvidas sejam dirimidas e a justiça seja feita.