Demissão em massa de Temer vai desgraçar serviço público no país, diz estudo do DIEESE/CUT

O DIEESE não tem dúvidas de que a MP 792/2017, que institui o PDV (Programa de Desligamento Voluntário), redução de jornada e licença sem vencimentos para o Serviço Público Federal, vai desgraçar a qualidade dos serviços prestados no país.

Trocando em miúdos, essa recente medida que os golpistas de plantão promovem visa acelerar o desmonte do Estado Social, que protege os direitos fundamentais da pessoa humana desde a Constituição Cidadã de 1988.

A CUT-Brasil e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos fizeram um detalhado estudo sobre a demissão em massa planejada pelo ilegítimo Michel Temer.

Segundo o DIEESE/CUT-Brasil, a base de argumentação para justificar a MP seria um suposto Estado “inchado”, que na prática é de tamanho reduzido frente à sua população ou proporcionalmente numa comparação internacional sendo ainda que, no caso federal, nunca se atingiu os limites estabelecidos pela LRF em relação aos seus gastos (o texto de discussão nº 2.287 do IPEA, de abril de 2017 discute estas questões).

Nesse cenário, uma política de redução do número de servidores, num quadro de crise fiscal como o atual e da Emenda Constitucional nº 95 (“teto dos gastos”), faz parte de uma estratégia mais ampla que tem como elemento principal a redução do papel do Estado enquanto gestor e executor de políticas públicas e, como consequência imediata, a piora na qualidade de seus serviços: trata-se de mais um capítulo do desmonte do Estado que vem sendo gestado pelas recentes medidas do governo federal.

Clique aqui para ler a íntegra do estudo do DIEESE/CUT-Brasil

15 Comentários

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  1. Temer é político, logo é honesto, segundo o próprio Lula;
    “Eu, de vez em quando, falo que as pessoas achincalham muito a política. Mas a profissão mais honesta é a do político. Sabe por quê? Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir para a rua encarar o povo, e pedir voto. O concursado não. Se forma na universidade, faz um concurso e está com emprego garantido o resto da vida. O político não. Ele é chamado de ladrão, é chamado de filho da mãe, é chamado de filho do pai, é chamado de tudo, mas mas ele tá lá, encarando, pedindo outra vez o seu emprego”.

  2. Enquanto isso em Minas Gerais isso vcs não divulgam, né.
    O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), sancionou nesta quinta-feira (27/7) o projeto de lei que transforma 825 cargos efetivos de apoio do Ministério Público de Minas Gerais em 800 cargos comissionados. O texto permite ao MP-MG substituir servidores concursados por assessores de livre nomeação e exoneração.
    Os cargos criados foram de assessor de promotor de Justiça, função reservada a bacharéis em Direito. De acordo com as informações prestadas pelo MP-MG à Assembleia Legislativa de Minas, os assessores terão salário de R$ 6,4 mil. Com os 259 cargos que serão providos imediatamente, o gasto será de R$ 22,1 milhões até o fim deste ano.

  3. VOLUNTÁRIO! VOLUNTÁRIO! VOLUNTÁRIO! VOLUNTÁRIO!
    Adere quem quer.
    É difícil entender isso?
    Concordo com o cidadão ali sobre a baixa adesão em tempos de crise da cria da Dilma (o Temer).
    Afinal, quem vai sair da estabilidade e se propor a trabalhar decentemente no serviço privado.
    Mas vejo nisso uma boa oportunidade para os que só reclamam do serviço público. Aproveitem o bônus e venham para a iniciativa privada, ganhar vale transporte, alimentação, refeição e o FGTS que tanto querem.
    Vão ver o que é bom.
    Isso se forem machos para fazer isso.

  4. PDV de mentirinha. Cortina de fumaça. Li, não sei onde, que o governo espera 5.000 adesões e uma economia de R$ 1 bi por ano. Ora, o vampiro já gastou N vezes isso comprando deputados para salvar o pescoço na primeira denúncia enviada pelo procurador Janot. Outras virão. E aí os deputados voltarão a sangrar o cofre da Viúva.

  5. O Estado está sendo desmontado faz tempo com a roubalheira de anos.

  6. A má-fé já começa no título.
    Não é demissão, porque não é permitido por lei. É desligamento VOLUNTÁRIO, ou sei, sai quem quer, não quem o Temer quer.
    Outra, é difícil imaginar que em um quadro de crise muita gente troque os privilégios do funcionalismo público, como a estabilidade por exemplo, pela iniciativa privada.