Vira-latas do Brasil têm orgasmos com discurso imperialista de Trump

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Os vira-latas do Brasil tiveram orgasmos com o discurso de Donald Trump, nesta sexta-feira (16), que anunciou uma nova doutrina norte-americana para a América Latina, com viés imperialista, de olho em Cuba e Venezuela (e por que não também de olho no Brasil?).

Há uma importante parcela de brasileiros afetada pelo complexo de vira-latas, que não acredita no país, torce pelos Estados Unidos, se posicionado contra os irmãos das nações latino-americanos.

Trata-se de militantes políticos que se consideram mais à direita que o Partido Republicano, flertam com o fascismo, e adoram Bolsonaro.

O recrudescimento da “Doutrina Trump” com a América Latina tem a ver com as dificuldades políticas internas do presidente estadunidense. Encurralado pela mídia local, ele parte para cima dos vizinhos no Hemisfério.

Abaixo, leia matéria do Brasil 247

Trump lança doutrina imperial para intervir na América Latina

A América Latina, rica em recursos naturais, poderá se tornar o novo Oriente Médio?

A julgar pelo discurso feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira em Miami, a resposta é sim.

Trump anunciou uma nova doutrina norte-americana para a América Latina – de claro viés imperialista – ao rever o acordo firmado por seu antecessor Barack Obama com Cuba. No discurso, ele afirmou que a Ilha é “uma fonte de instabilidade” no continente e Trump disse ainda que os Estados Unidos têm o “dever de garantir a liberdade em países como Cuba e Venezuela – e em todo o hemisfério.”

A palavra “liberdade” costuma ser usada pelos Estados Unidos para justificar intervenções em outros países, como costumar acontecer no Oriente Médio. Especialistas apontam que, com as descobertas recentes de petróleo, como a do pré-sal, a América Latina pode vir a ser tornar o novo palco da cobiça norte-americana.

“Os Estados Unidos estão preparando condições para os próximos anos, para criar uma situação muito semelhante à do Oriente Médio na América Latina que justifique sua intervenção direta nos assuntos de outros países”, disse recentemente o especialista Grazi Nassendini, do Centro de Análise e Estudos Global AZ.

No Brasil, os Estados Unidos apoiaram o golpe parlamentar de 2016, que instalou Michel Temer no poder e teve como um dos objetivos centrais a abertura do pré-sal a companhias internacionais.

Com Temer no poder, os Estados Unidos ganharam o direito de realizar exercícios militares na Amazônia – uma ameaça à soberania nacional, segundo o ex-chanceler Celso Amorim.

“Eu estou cancelando o acordo completamente unilateral da última administração [Obama] assinado com Cuba”, afirmou Trump em um comício realizado em Little Havana, na cidade de Miami, tradicional polo de exilados cubanos nos Estados Unidos, pouco antes de falar no dever de assegurar a liberdade na América Latina.

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