Na iminência da queda de Temer, britânico The Guardian abre página sobre o Brasil

Há um forte cheiro de enxofre no ar, nos arredores do Palácio do Planalto, em Brasília, que pode indicar que a queda de Michel Temer está muito próxima.

O mau cheiro exalado esta semana foi sentido pelo jornal britânico The Guardian, que abriu uma página especial para coletar mais impressões sobre a crise que desgraça o Brasil.

“Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que foi substituída por um intermediário na forma de Michel Temer, tem sido uma semana particularmente turbulenta em um país atingido por dificuldades econômicas e agitação social”, descreve o jornal.

Tem razão o The Gardian, pois o Tinhoso realmente está derretendo. Por isso o cheiro de enxofre no ar.

No front interno, por outro lado, a Procuradoria-Geral da República prepare-se para protocolar uma nova denúncia com pedido de prisão de até 12 anos para Temer.

Pelo fato de o procurador-geral Rodrigo Janot apontar o ilegítimo como “chefe de uma quadrilha”, juristas defendem o afastamento de Michel Temer do cargo por uma medida cautelar do Supremo Tribunal Federal.

“Para garantia da instrução penal e da aplicação da lei penal, ele pode ser perfeitamente afastado. Inclusive porque, ao que tudo indica, está cometendo um crime atrás do outro, utilizando a máquina administrativa em proveito próprio”, explica o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão.

Como se vê, caríssimo leitor, o fim de Temer está muito próximo. Até os discretos britânicos já perceberam isso.

PS: a reportagem do The Guardian é de maio de 2016, entretanto, continua no ar e atualíssima para a conjuntura brasileira.

11 Comentários

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  1. Vai entender cabeça de coxinha paneleiro! A farsa do impeachment desmontada, os heróis golpistas presos e outros a caminho da cadeia, um presidente morto vivo praticando maldades sem fim e o povo na rua pelo Fora Temer e as Diretas já, e com tudo isso, ainda tem coxa de mente colonizada pela mídia, repetindo feito papagaio a propaganda golpista de que a culpa de tudo é de Lula e Dilma, e defendendo a palavra de ordem de fora PT, por conta das desgraças produzidas pelo golpe. Pode?!

  2. Que o vagabundo do temer despenque logo e que não seja apenas para inglês ver

  3. O Brasil está encontrando dificuldades, especialmente na identificação de pessoas que possam representar o país, de uma uma forma lúcida, orientada, equilibrando a emoção e a razão, para descernir os caminhos claros, objetivos rumo ao senso comum (bem social, político e econômico da nação brasileira). Deixando de lado essa pobreza de espírito, que assola o país. A Ética, moral, civismo, honestidade se busca dentro do Bom Senso, equilibrado de um mandatário e seus coloboradores constituídos por vontade popular.

    Pense nisso você também.

    • Acredito que aos políticos que vivem de trapassas diante da NAÇÃO BRASILEIRA, iludindo, passando a “mão grande no dinheiro do país, certamente não terão merecimentos para reencarnar um dia. Espera-se que não voltem nunca mais na esfera terrena, pertubar o sossego público. E é bom saber que o dia em eles deixarem esse plano terreno serão “despidos de bens materiais, com eles vão apenas sua ações que praticaram diante de seus semelhantes, bem ou mal. Só isso herdarão. É que saibam que, CAIXÃO NÃO TEM GAVETAS….para levar suas fortunas….muitas vezes conquistadas de forma errônea, obscuras e de procedencia duvidosa.

      Apenas fica esse lembrete!!!!!!

  4. Não gosto de me meter em brigas de jornalistas. Mas o episódio abaixo teve intenções políticas óbvias, que transcendem as meras quizílias corporativas.

    Estamos em plena era das redes sociais. Hoje em dia, celulares captam PMs assassinando pessoas em ruelas escuras, políticos sendo escrachados na rua, em casa, em aviões. Um funcionário da United foi filmado retirando um passageiro do avião.

    Segundo a jornalista Mirian Leitão, no dia 3 de junho, ou seja, dez dias atrás, ela foi escrachada em um avião da Avianca por um grupo do PT. Segundo Mirian, não foi uma manifestação qualquer, foram duas horas (!) de ofensas.

    “Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias”.


    Segundo depoimento do advogado Rodrigo Mondego, no Facebook, presente ao voo (https://goo.gl/p6x7KH)

    Cara Miriam Leitão,

    A senhora está faltando com a verdade!

    Eu estava no voo e ninguém lhe dirigiu diretamente a palavra, justamente para você não se vitimizar e tentar caracterizar uma injúria ou qualquer outro crime. O que houve foram alguns poucos momentos de manifestação pacífica contra principalmente a empresa que a senhora trabalha e o que ela fez com o país. A senhora mente também ao dizer que isso durou as duas horas de voo, ocorreu apenas antes da decolagem e no momento do pouso.

    Um incômodo, certamente, mas irrelevante, em que sequer seu nome foi mencionado, ao contrário da versão da jornalista, de ter sido vítima de duas horas de escracho.

    Um segundo depoimento foi de Lúcia Capanema, professora de Urbanismo da UFF – Universidade Federal Fluminense (https://goo.gl/JjWSSA)

    “(…) Fui a última a entrar no avião, e quando o fiz encontrei um voo absolutamente normal. Não notei sua presença pois não havia nenhum tipo de manifestação voltada à sua pessoa. O episódio narrado por mim na semana passada a respeito da entrada de um agente da Polícia Federal no voo 6342 da Avianca no dia 03 de junho foi confirmado em nota oficial pela própria companhia aérea. Você pode dizer na melhor das hipóteses que não viu o agente, mas não pode afirmar que “Se esteve lá, ficou na porta do avião e não andou pelo corredor”. Andou, dirigiu-se ao passageiro da poltrona 21A e ameaçou-o (https://goo.gl/KpX9P9).

    Durante as duas horas de voo nada houve de forma a ameaçá-la, achincalhá-la ou mesmo citá-la nominalmente. Por duas ou três vezes entoou-se os já consagrados cânticos “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” e “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”; cânticos estes que prescindem da sua presença ou de qualquer pessoa relacionada a empresa em que você trabalha, como se pode notar em todas as manifestações populares de vulto no país. Veja bem, estávamos a apenas seis fileiras de distância e eu só fui saber de sua presença na aeronave na segunda-feira seguinte, depois de ter escrito o relato publicado por várias fontes de informação da mídia alternativa. (…)

    Quem falou a verdade, eles ou Mirian?

    Nada melhor do que a prova do pudim.

    Alguém pode imaginar uma cena dessas, de duas horas de escracho, em um voo comercial em uma das rotas aéreas mais frequentadas do país, passar em branco durante dez dias, sem uma menção sequer nas redes sociais ou mesmo no próprio blog da jornalista? Não teve uma pessoa para sacar de seu celular e filmar as supostas barbaridades cometidas contra a jornalista. Não teve um passageiro para denunciar os absurdos no seu perfil? E a jornalista disse que não filmou por ter se sentido intimidada e estoicamente guardou durante dez dias as ofensas que diz ter sido alvo.

    Sinceramente, como é possível a uma pessoa empurrar ostensivamente a cadeira de um passageiro, de uma senhora, sem provocar uma reação sequer dos demais? TIvesse sido alvo de um escracho real, teria toda minha solidariedade. Não foi o caso.

    Mesmo assim, imediatamente – como seria óbvio – a denúncia de Mirian provocou manifestações de solidariedade não apenas de entidades de classe como de jornalistas que não se alinham ao seu campo de ideias. De repente, foram relevadas todas as opiniões polêmicas da jornalista, nesses tempos de lusco-fusco político, de ginásticas mentais complexas para captar os ventos da Globo, para que explodisse uma solidariedade ampla.

    No início do governo Dilma, houve episódio semelhante com Mirian, com a tal manipulação de seu perfil na Wikipedia por algum funcionário do Palácio. As alterações diziam que ela teria cometido erros de avaliação em alguns episódios.

    Não existe um personagem público que não tenha sofrido com interferências em seu perfil na Wikipedia. E tentar transformar em atentado político, por ter partido de um computador da rede do Palácio, é o mesmo que acusar uma empresa por qualquer e-mail enviado por qualquer funcionário.

    Mesmo assim, Mirian tratou o episódio como se fosse uma ofensa profunda à sua moral e um ato de intolerância política.

    O lance pegou uma presidente ansiosa por demonstrar solidariedade que, imediatamente, ordenou a abertura de um inquérito para apuração de responsabilidades. Um episódio insignificante ganhou, então, contornos de um quase atentado terrorista.

    E, assim como agora, todos os amigo e adversários de Mirian esqueceram as diferenças, por alguns instantes, para se irmanar em um daqueles momentos em que todos amainam a visão crítica e se solidarizam com a suposta vítima.

    E depois se diz que são as redes sociais que criam a pós-verdade.

  5. A esquerdalha mundial nao eh mais unida kkkk