Decisão do STF sobre Andrea sinaliza o futuro de Aécio Neves: a prisão

Publicado em 13 junho, 2017
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A decisão do STF de manter Andrea Neves na prisão sinaliza o rumo que o colegiado deverá tomar semana que vem no julgamento do irmão dela, o senador afastado Aécio Neves.

A Primeira Turma do STF, por 3 votos a 2, decidiu nesta terça-feira (13) pela manutenção da prisão da irmã do tucano. Ela está presa desde o mês passado por determinação do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato.

Na próxima terça (20) será a vez de a Corte Máxima analisar novo pedido de prisão de Aécio formulado pela Procuradoria-Geral da República.

A seguir, leia matéria da Agência Brasil sobre a decisão de hoje que manteve Andrea Neves na cadeia:

Supremo nega pedido de liberdade para a irmã de Aécio Neves

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (13) negar pedido para libertar Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), presa no mês passado, em Belo Horizonte, por determinação do ministro Edson Fachin. Andrea foi presa na operação da Polícia Federal deflagrada a partir das delações da JBS. O colegiado julgou um recurso apresentado pela defesa de Andrea.

Por 3 votos a 2, a Turma seguiu o voto divergente do ministro Luís Roberto Barroso, que se manifestou pela manutenção da prisão. Segundo o ministro, mesmo com a apresentação de denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Andrea deve continuar presa porque outros fatos supostamente criminosos estão sendo apurados na investigação da JBS, que ainda está em andamento. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Rosa Weber e Luiz Fux. A Turma é composta por cinco ministros.

O relator do pedido de liberdade, ministro Marco Aurélio, e Alexandre de Moraes foram vencidos. De acordo com o relator, a prisão preventiva não pode ser mantida apenas pela suposição da PGR de que Andrea poderia interferir nas investigações. Além disso, o ministro levou em conta que ela é ré primária e não possui antecedentes criminais.

Durante o julgamento, sem contestar o mérito das acusações, a defesa de Andrea pediu a substituição da prisão por medidas cautelares. Segundo os advogados, Andrea já foi denunciada pela PGR, e, por isso, não há necessidade da manutenção da prisão para garantir o andamento das investigações, conforme sustenta a procuradoria.

Na investigação que foi aberta no STF, a irmã do senador é acusada de intermediar o pagamento de R$ 2 milhões pelo empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS. Em depoimento de delação, o empresário também afirmou que Andrea teria solicitado R$ 40 milhões para a compra de um apartamento.

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