Por Esmael Morais

Somente uma Revolução para impedir a volta à escravatura no Brasil

Publicado em 13/05/2017

Temer quer agora escravizar negros e brancos em nome de um liberalismo já defenestrado pela História com o advento da Revolução Russa de 1917, no mundo, portanto há 100 anos, e tardia no Brasil com a Revolução de 1930 liderada por Getúlio Vargas.

O fim da escravatura e o nascimento do Estado Liberal no país, cujo período compreendeu apenas 42 anos, entre 1888 e 1930, tinha como mola mestra a “liberdade de contrato” entre patrões e empregados — inclusive para os então recém-libertos escravos.

A “liberdade de contrato” é uma balela, pois a hipossuficiência do trabalhador sempre existirá. Historicamente, o empregador sempre será o polo mais forte numa relação de trabalho (subordinação).

Note o caro leitor que a Reforma Trabalhista de Michel Temer retoma o ultrapassado mantra 129 anos depois, ou seja, dá uma incrível marcha à ré na História repetindo a vigarice da “liberdade de contrato” — significando a volta à escravatura no Brasil.

O interessante nisso tudo é que a precarização do trabalho e a retirada de direitos dos trabalhadores e do povo vai amadurecendo a ideia de que é necessária uma Revolução no Brasil para garantir o Estado Social previsto na Constituição Cidadã de 1988, também criminosamente revogada em menos de um ano.

Uma Revolução Social no Brasil, após 100 anos da Revolução Russa, teria também o condão de revogar as medidas aprovadas pelo ilegítimo governo golpista de Michel Temer.

É preciso que as força vivas brasileiras retomem atualmente o ideário revolucionário; as entidades classistas e partidárias urgem discutir a realização de uma revolução social, com direção, até mesmo para impedir um quadro de “convulsão social” onde governo não governa e as corporações se põem em movimento sem rumo claro e definido, cada qual lutando pelos seus interesses particulares.

Somente uma Revolução impede a volta da escravatura no Brasil.