Quadro Negro: “Não sobrará pedra sobre pedra no governo Richa”

A delação premiada do empresário Eduardo Lopes de Souza, da Valor Construtora, poderá modificar a cena política paranaense das próximas gerações. “Não sobrará pedra sobre pedra no governo de Beto Richa”, confidenciou ao Blog do Esmael um integrante da equipe do tucano.

O palaciano se referia, por óbvio, à Operação Quadro Negro, do Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, que investiga desvios de R$ 50 milhões da educação pública para financiar campanhas eleitorais de deputados e do próprio governador do PSDB.

O Blog do Esmael checou as informações para se certificar que não haveria exageros na fonte estacionada no Palácio Iguaçu. Pelo contrário. O diabo é muito mais feio do que pintam os auxiliares de Richa.

A delação do dono da empreiteira Valor ocorrida no início de março, anotada aqui nesta página, na época, já tinha dado “frouxos intestinais” em metade da Assembleia Legislativa e no Palácio Iguaçu inteiro.

Na atual fase, os promotores do Gaeco estão ouvindo servidores da SUDE (Superintendência de Desenvolvimento Educacional), órgão vinculado à Secretaria da Educação. Antes, porém, foram tomados depoimentos de funcionários da Valor.

As oitivas têm o condão de produzir provas que fundamentem a acusação do Ministério Público e a delação premiada de Eduardo Lopes.

A próxima fase do processo será avançar para o núcleo político, isto é, sobre aqueles que se beneficiaram da simulação na construção de escolas.

De antemão se sabe que os alvos do Gaeco seriam o presidente da Assembleia Ademar Traiano (PSDB) e o 1º Secretário Plauto Miró Guimarães (DEM), no âmbito da Justiça Estadual.

A ação contra o governador Beto Richa e seu chefe da Casa Civil Valdir Rossoni (PSDB) “subiu” para a Justiça Federal, que a distribuirá para as competências do STJ e STF julgá-los. Ambos têm foro de função diferenciado dos demais enrolados na Quadro Negro.

Rossoni também entrou na marca do pênalti depois de a Folha de S. Paulo revelar, em 20 de fevereiro, que ele dividia escritório com empresas investigadas pela Operação Quadro Negro.

O Blog do Esmael registrou em primeira mão, há quase dois anos, o escândalo e a consequente queda da cúpula da Educação do Paraná. Agora acompanha o desdobramento de toda a Operação Quadro Negro.

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