Núcleo “APAE” na Lava Jato defendeu Cláudia Cruz

O advogado curitibano Marlus Arns, do manjadíssimo Núcleo “APAE” na Lava Jato, foi quem defendeu e livrou da cadeia Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha.

Arns assumiu a defesa de Cláudia Cruz em setembro de 2016, pouco antes da prisão do marido dela na Lava Jato.

A decisão do juiz Sérgio Moro, que na dúvida absolveu a ré, foi considerada “sensata” pelo Blog do Esmael.

Ato contínuo, o magistrado virou alvo de ódios de torcidas criadas por ele mesmo nas redes sociais.

A questão do advogado chama a atenção porque há suspeita da existência de um núcleo informal na Lava Jato, chamado “APAE”, conforme relatou recentemente em seu site o jornalista Luís Nassif.

O elo entre a “APAE” e advogados que integram o seleto e milionário clube da delação premiada seria, de acordo com reportagem de Nassif, a também advogada Rosângela Moro, mulher do juiz Sérgio Moro.

Note o caríssimo leitor que o próprio juiz Sérgio Moro também tem boas relações com o time das APAES, embora a entidade esteja fechando as cinco escolas em Curitiba. Em março último, por exemplo, ele foi palestrante na entidade de Maringá. (É bom ressaltar que o magistrado não cobrou cachê pela conferência cujo tema era ‘Fortalecendo a regra da lei no Brasil’).

Se levada a cabo a incongruência e a parcialidade do juízo da Lava Jato, dentro de um contexto extremamente irônico, seria mais cômodo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva filiar-se ao PSDB ou contratar o Núcleo “APAE” para a sua defesa.

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