Decreto que pôs Exército contra povo pode abreviar permanência de Michel Temer

Publicado em 24 maio, 2017
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Sem apoio político, o ilegítimo Michel Temer estuda recuo no emprego das Forças Armadas para conter manifestações pelas Diretas Já.

O decreto tem validade de hoje (24) até a próxima quarta-feira, dia 31, quando o Senado votará a PEC das Eleições Diretas.

Temer assinou o decreto colocando o Exército no comando da segurança na capital federal, destituindo a PM. A medida presidencial levou os senadores a elaborarem um decreto legislativo sustando os efeitos da convocação.

O uso do Exército para reprimir o protesto que pedia a saída de Temer e a realização de eleição democrática direta foi interpretado como tentativa de implantação de um Estado de exceção.

A Câmara e o Senado, enfim o Congresso Nacional, se transformaram numa panela de pressão. Em alguns instantes, após o Exército assumir o papel de repressor, os parlamentares da situação e oposição foram às vias de fato.

Temer justificou a presença do Exército à suposta solicitação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que peremptoriamente negou tal pedido.

O uso do Exército somado à repercussão negativa do intenso bombardeio ao protesto de 200 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pode antecipar a queda de Temer.

O chefe das Forças Armadas, general Eduardo da Costa Villas Bôas, afirmou durante uma palestra em São Paulo que a PM do DF tem condições de garantir a lei e a ordem. Ou seja, as Forças Armadas também poderão abandonar Temer.

O massacre da manifestação que era pacífica teve saldo de 49 feridos e 7 detidos pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Até helicópteros foram utilizados na operação contra os milhares que pediam o direito de votar para presidente da República e se posicionavam contrários às reformas trabalhista e previdenciária.

As nove centrais sindicais e os movimentos sociais que organizaram o #OcupaBrasília, em nota divulgada pela CUT, avisaram que não vão esmorecer na luta em defesa dos direitos e da democracia. Eles prometem uma nova greve geral maior do que paralisou o Brasil em 28 de abril.

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