Agentes penitenciários deflagram greve contra a reforma da previdência

Os 3,4 mil agentes penitenciários entrarão em greve contra a reforma da previdência nos dias 20, 21 e 22 de maio no sistema prisional do Paraná. O movimento tende a se expandir pelo país, haja vista que as centrais sindicais prometem marchar sobre Brasília, na semana que vem, com mais de 100 mil pessoas.

A decisão pela greve saiu da assembleia geral extraordinária realizada pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (SINDARSPEN), nesta terça-feira (16), em Curitiba, com a presença de servidores de todo o estado. Esses profissionais são responsáveis pela guarda de 30 mil detentos no estado.

Os agentes penitenciários têm demonstrado muita combatividade nessa luta contra a reforma da previdência, a PEC 287, que põe fim às aposentadorias e às pensões ao elevar a idade mínima para 65 anos. Eles, inclusive, chegaram a invadir uma reunião da Comissão Especial que discutia a reforma da previdência na Câmara.

“É importante destacar que estamos falando de uma categoria que é tida como a segunda mais perigosa do mundo pela Organização Internacional do Trabalho e tem expectativa média de vida de 45 anos, segunda pesquisa da USP”, diz o vice-presidente do SINDARSPEN, José Roberto Neves.

Como vai funcionar a greve

Durante os três dias os agentes que estiverem no plantão só executarão as tarefas essenciais como entrega de comida aos presos, escolta para audiências, cumprimento de alvará de soltura e emergências médicas. Todas as outras atividades nas unidades penitenciárias estarão paralisadas, como banho de sol, atividades de trabalho e escola e recebimento de visitas.

O SINDARSPEN está comunicando oficialmente a paralisação nesta tarde para o Departamento Penitenciário do Paraná, Secretaria de Segurança Pública, Casa Civil e Tribunal de Justiça do Estado.

Durante a assembleia, os agentes também decidiram pela adesão ao calendário de luta das centrais sindicais contra a reforma da Previdência. As atividades incluem abordagem a deputados nos aeroportos, campanha de mídia, participação na marcha unificada em Brasília em 24/05 e participação em massa dos protestos na capital federal no dia da votação final da PEC 287.

A atividade desta terça também teve a presença de agentes penitenciários de Santa Catarina, que participarão dos atos em Curitiba por não possuírem um sindicato específico da categoria no estado.

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