“Atores e policiais da PF confraternizaram no Madero”, denunciam deputados do PT

O restaurante do Grupo Madero, de Curitiba, foi palco de confraternização de atores, diretores e produtores do filme Lava Jato. Até tudo bem, se não fossem os próximos capítulos…

Em entrevista na tarde desta quarta (5), os deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Teixeira (PT-SP) denunciaram que o Madero recentemente foi envolvido na Operação Carne Fraca, mas absolvido pela PF.

A esse respeito, o jornalista Marcelo Auler escreveu em seu blog “Parceiro no filme, inocentado na Carne Fraca” ao se referir a relação do Grupo Madero e a película “Polícia Federal, a Lei é para todos”.

Quando estourou o escândalo da Carne Fraca, o Grupo Madero apareceu na planilha de investigação pelo pagamento de propina a fiscais do Ministério da Agricultura. No entanto, própria PF veio a pública dizer que a empresa era “vítima” do esquema. “Cuidado que não teve antes”, observa Auler.

Os deputados também acusaram a Polícia Federal de utilizar equipamentos públicos nas filmagens do longa-metragem que enaltece o juiz Sérgio Moro, criminaliza o PT e o ex-presidente Lula.

Teixeira adiantou que convocará o ministro da Justiça Osmar Serraglio para explicar as peripécias da PF, pois, segundo os parlamentares, os policiais, além de utilizar viaturas, se hospedarem por conta da produção, fizeram “pontas” no filme anti-PT.

Nesta quinta (6), às 14h, os três deputados do PT levarão a bronca para o Ministério Público Federal.

Damous informou ainda que o juiz Sérgio Moro será denunciado no Conselho Nacional de Justiça por ter permitido filmagens de Lula durante o sequestro que o ex-presidente sofreu em março de 2016.

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