Requião Filho: A omissão da Assembleia com a corrupção no governo Richa

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O deputado Requião Filho (PMDB) faz um exercício de imaginação em sua coluna desta terça (7): se alguém tão próximo a Lula tivesse sido condenado pelo malfeito, tal qual ocorre a Beto Richa, a Assembleia Legislativa do Paraná permaneceria omissa?

Requião Filho se refere ao copiloto do tucano Márcio Albuquerque Lima, ex-inspetor-geral da Receita Estadual, condenado no âmbito da Operação Publicano a 97 anos de prisão pelo prejuízo de R$ 2 bilhões ao erário cuja parte do dinheiro irrigou campanha do PSDB.

Copiloto de Lula é condenado na Operação Publicano (#SQN)*

Requião Filho**

A Operação Publicano tem seu nome inspirado nos corruptos arrecadadores de impostos do império Romano, que cobravam além do que era taxado e enriqueciam, explorando seu próprio povo. Alguns trechos bíblicos, inclusive, comparam os publicanos aos “piores tipos de gente”.

No Paraná não é diferente! Os publicanos, ou melhor, os auditores da Receita do Estado, contratados para atender ao interesse público, se valeram de seus cargos para arrecadar valores de forma ilegal, seja para se locupletarem, seja para atenderem interesses de campanha.

A Operação investiga um grande esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná. Três forças-tarefa revisam as fiscalizações sob suspeita e já aplicaram mais de 500 autos de infração em centenas de empresas. A quantia desviada se aproxima de 2 bilhões de reais.

Delações apontam que além do favorecimento pessoal, auditores fiscais atuaram no intuito de fazer Caixa 2 para as eleições ao governo do Estado.

O ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual e companheiro de corrida do Governador do Paraná, Márcio Albuquerque Lima, apontado pelo MP-PR como o chefe do esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda, foi condenado a 97 anos, 1 mês e 29 dias de reclusão, pelos crimes de corrupção passiva tributária, corrupção ativa e organização criminosa.

Em dezembro de 2016, a Justiça paranaense condenou 42 réus da ação criminal referente à primeira fase da Operação Publicano. A sentença foi proferida pelo Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina.

Dentro da Assembleia, tentamos conseguir 18 assinaturas para instalarmos uma CPI, mas, até hoje, apenas 16 deputados cumpriram com seu papel e assinaram o pedido, fato este que envergonha a todos os paranaenses.

Segue assim, embaixo dos olhos dos deputados estaduais, um dos maiores esquemas de corrupção da história do Paraná idealizado e articulado nas entranhas da receita estadual.

Deixaremos tudo como está? Cobre seu deputado.

*Título apenas para chamar sua atenção, caro leitor. Se alguém tão próximo a Lula tivesse sido condenado pelo malfeito, será que estaríamos em silêncio e em especial, nossa Assembleia paranaense permaneceria omissa? Será que a cobertura da mídia seria a mesma? O fato aqui narrado comprovadamente ocorreu no Estado do Paraná, com o dileto amigo do atual Governador.

**Requião Filho é deputado estadual pelo PMDB do Paraná.

Vídeo: entenda a Operação Publicano

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