Por Esmael Morais

Educação deflagra greve contra Beto Richa dia 15 de março

Publicado em 02/03/2017

A APP-Sindicato aprovou a lista de reivindicações e motivos para a paralisação nas 2,1 mil escolas do estado.

Os grevistas também devem exigir os resultados das investigações das operações Quadro Negro (desvio de recursos da educação), da Publicano (propina na Receita Estadual) e da Odebrecht (planilhas e delações).

Beto Richa não voltou das férias em Miami, nos Estados Unidos, onde permanecerá até 8 de março.

Histórico de ataques ao magistério

O governador do PSDB transformou este início do ano letivo de 2017 um verdadeiro caos ao criar instabilidade jurídica que prejudica a comunidade escolar (professores, funcionários, pais e alunos).

Beto Richa quer reduzir em 10 mil o número de professores nas 2,1 mil escolas da rede pública do estado diminuindo as horas-atividades. Isto significa dizer que as salas de aula estarão superlotadas e ficarão sobrecarregados os profissionais que sobrarem nos estabelecimentos de ensino.

O tucano também quer proibir a atribuição de aulas extraordinárias àqueles professores que tiveram licença nos últimos cinco anos em virtude de doença, PDE, morte de cônjuge. Na prática, o governador Beto Richa reduzir em 50% os salários dos mestres da educação básica paranaense.

Antes do Carnaval, a APP-Sindicato conseguiu liminares que minimizam esses ataques à categoria.

Entretanto, a expectativa é que o governador retome as maldades na próxima semana.