Por Esmael Morais

Requião Filho: O Paraná também vive no Caos

Publicado em 14/02/2017

O Paraná também vive no Caos

Requião Filho*

Há mais semelhanças entre a Crise do Espírito Santo e a Crise do Paraná do que se imagina.

Em recente reportagem, a Carta Capital expôs o caos vivenciado no Espírito Santo decorrente de sucateamento de estrutura e má gestão pública. Da leitura da matéria saltam aos olhos as semelhanças com a Crise do Paraná.

Desde 2015, o Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, promove corte de gastos, reduz investimentos e nega reajuste aos servidores. Economistas elogiam e a população sofre com a precariedade do serviço público. “A política do nosso governo é o seguinte: enxugar todos os gastos da segurança e educação para não sei aplicar onde. Ele está fazendo superávit e o servidor público está sendo chicoteado”, afirmam os policiais por lá.

Outra reclamação é a precariedade do serviço: falta gasolina, os equipamentos de segurança estão sucateados e há constante falta de equipamentos.

Será mera coincidência com o que vivemos no Paraná?

O Governador Beto Richa, desde 2015, promove por aqui corte de verbas, reduz investimentos e nega reajuste aos servidores. Economistas elogiam e a população sofre com a precariedade do serviço público. Além disso, todo paranaense sabe das viaturas sem gasolina, sendo empurradas pelas ladeiras, e dos coletes vencidos para resguardar a vida dos policiais.

Lá no ES, Hartung tenta justificar afirmando que herdou dívidas da gestão anterior e “cumpre a lei de responsabilidade”, mas é rebatido pelo ex-governador, Renato Casagrande, que afirma ter poupado dinheiro e apontando o erro ao atual Governador.

Aqui a história é ainda mais grave! Requião entregou as contas em dia, deixou dinheiro em caixa, algo em torno de 22 bilhões de reais, segundo o balanço geral do Estado no exercício de 2010 e conforme consta no site da Secretaria da Fazenda. O quadro próprio dos servidores, composto com planejamento de reajuste, promoções e progressões bem estruturado financeiramente e benéfico tanto para o Estado como para os servidores, foi elaborado na Gestão Requião.

A choradeira do atual governo não cola aqui! O próprio Tribunal de Contas contradisse a versão de Richa, que afirmava ter recebido o Estado com déficit. Muito pelo contrário; tinha 22 bilhões em caixa! E Richa não pode mais falar em “herança maldita” da gestão anterior. Afinal, ele se reelegeu em 2014 e a gestão anterior… era a dele próprio!

Sem poder contar com essa desculpa barata, Richa chegou a apontar o dedo para o Governo Federal, mas agora já assobia no canto da sala, disfarçadamente.

Oras, vamos ser coerentes! Ao invés de colocar a casa em ordem, ele não para de gastar com publicidade, oferecer cargos para aliados, jogar os servidores uns contra os outros – como no dia 29 de abril, onde colocou PMs e professores em confronto, sendo que ambos sofrem juntos com a gestão atual.

Diálogo não é, nem de longe, a marca do atual governo. E a PM? Sendo franco: o que evita uma greve dos nossos policiais hoje, no Paraná, é o comprometimento e a coragem da corporação, pelo único fato de saberem os danos que tudo isso causaria na população.

Mas as contas públicas do Estado não mentem. Estamos em Crise no Paraná, vivendo o caos financeiro provocado pela má-gestão de quem só vive de propaganda.

*Requião Filho é advogado e deputado estadual pelo PMDB do Paraná.