Por Esmael Morais

A escolha de Fachin, segundo as redes sociais

Publicado em 02/02/2017

O resultado já era sabido desde o desaparecimento do ministro Teori Zavascki.

Para as redes sociais, houve mutreta no sorteio do STF.

Vários “memes” — como aquele com vários papeizinhos com o nome de Fachin para o sorteio — tratam com graça macunaímica o evento.

O jornalista Merval Pereira, da Globo, já vinha gralhando o nome de Fachin na relatoria da Lava Jato.

Aliás, a Globo falou nesta quinta (2) que a escolha de Fachin “acalmou” o mercado.

(Note o caro leitor que a mesma emissora dissera que a morte de Teori também acalmara os mercados!)

Em julho do ano passado, em artigo no site Jota, o professor Ivar A. Hartmann da FGV Direito e coordenador do projeto ‘Supremo em Números’ disse que é possível “simular aleatoriedade” na distribuição de processos no STF.

“No Supremo, escolher o relator é quase definir o resultado”, alerta o especialista, que complementa: “Se o método [de sorteio do ministro] depende do algoritmo é uma escolha muito perigosa, pois permite manipulação.”