Superintendente de Educação pede a conta por não suportar maldades de Beto Richa contra professores do PR

Nem a superintendente Estadual da Secretaria da Educação, Fabiana Cristina Campos, suportou a quantidade de maldades do governador Beto Richa (PSDB) contra os professores do Paraná. A moça pediu a conta por não pactuar com sucessivos massacres contra as conquistas dos profissionais do magistério.

A professora doutora Fabiana Campos, mulher do líder do governo na Assembleia, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), assumiu o cargo em 19 de maio de 2015 após o tucano mandar surrar os educadores no Centro Cívico (29 de abril).

O cargo de superintendente é o segundo na hierarquia da Secretaria de Educação (SEED) cuja titular é Ana Seres Trento Comin, que tem ligação estreita com o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni (PSDB). Rossoni sugeriu na semana passada que são “vagabundos” os professores em licença médica.

Beto Richa está acabando com a função de professor no estado, segundo estudo divulgado nesta terça (24) pelo coletivo de 3,3 mil concursados que aguarda ser chamado desde 2013.

O governador do PSDB não convoca os remanescentes porque planeja diminuiu o número de educadores nas 2,1 mil escolas do estado.

Essa política de desmonte da educação pode ser traduzida com a redução da hora-atividade de 33% para 25%, o que representa 7 mil professores a menos nas salas de aula; também com a desumana punição de mestres que adoeceram proibindo-os de assumir aulas extraordinárias na rede de ensino básico.

Para o lugar de Fabiana Campos, na Superintendência, são cotadas as chefes dos núcleos regionais da Educação de Londrina (Lucia Aparecida Cortez Martins) e Foz do Iguaçu (Ivone Aparecida Perez Müller).

A mulher de Romanelli teria deixado o cargo porque recebeu convite para atuar na área de consultoria de uma grande empresa energética privada.

E para fechar o repolho, os educadores não iniciarão o ano letivo de 2017 previsto em 15 de fevereiro próximo. A categoria chamou assembleia no dia 11, no município de Maringá, para deflagrar nova greve por tempo indeterminado.

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