Beto Richa cogita registrar em cartório desistência do Senado

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Ninguém deu muita boa para a fofoca espalhada pelo Palácio Iguaçu segundo a qual o governador Beto Richa (PSDB) não concorrerá ao Senado, no ano que vem, e, consequentemente, ele ficaria até o último dia de sua gestão em 31 de dezembro de 2018.

Diante da incredulidade do eleitorado paranaense e dos políticos, luas-pretas palacianos orientam o tucano a registrar a intenção de desistir das urnas em cartório. “Daria mais sustância à informação”, recomendam.

Não é a primeira vez que Beto Richa recorre ao cartório para dar veracidade à falta de consistência em seus discursos. Ele utilizou-se desse expediente na eleição de 2008, quando afirmava que não abandonaria a Prefeitura de Curitiba para disputar o governo do Paraná em 2010.

Mesmo com o registro e a fé pública dos cartórios, o então prefeito descumpriu a palavra dois anos depois de reeleito.

Não é que Beto Richa registrou outra vez suas promessas em cartório na reeleição de 2014 ao Palácio Iguaçu? Evidentemente que, a exemplo da outra vez, também não as cumpriu. Faz a pior administração da história do estado cuja rejeição ao tucano supera 80% dos paranaenses.

Ou seja, os registros em cartório servem apenas como muletas para jogadas de marketing que iludem o eleitorado e a frente político. Por isso que agora eles [frente política e eleitores] se comportam como cachorro mordido por cobra que tem medo até de linguiça.

Agora Beto Richa aposta na “memória curta” dos agentes políticos. Portanto, o governador do PSDB planeja ir ao cartório pela terceira vez jurar que fala a verdade. Tonto é quem acredita, mas os cartorários deveriam se recusar a esse degradante papel.

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