Município fica sem prefeito no PR a menos de 1 do fim da gestão; vereadores definem linha sucessória com base no STF

Publicado em 8 dezembro, 2016
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aurora_cornelioO município de Cornélio Procópio, a 398 km de Curitiba, no Norte Pioneiro, ficou sem prefeito a menos de um mês para o fim da gestão. A Câmara Municipal pensa em utilizar o entendimento do STF segundo qual quem responde a ação penal não pode assumir a Prefeitura.

A prefeita Aurora Fumie Doi (PDT) renunciou ao cargo nesta quinta (8), segundo informações do chefe da gabinete John Lennon Alves Cardoso de Souza. Ele se diz surpreso porque, segundo ele, as dívidas foram quitadas na semana passada.

Ela era vice na chapa de Fred Alves (PSC), que teve o mandato cassado pelos vereadores em setembro em virtude fraude em licitação.

O primeiro na linha sucessória é a presidente da Câmara Angélica Olchaneski de Mello (PSB).

O diabo que é Angélica é a atual vice-prefeita eleita. Se ela assumir o mandato por menos de um mês, para a legislação eleitoral, ela já seria considerada “reeleita” no mandato que vem. Além disso, a vereadora teria que assinar os balanços da atual administração.

O segundo na lista sucessória é o juiz eleitoral procopense Guilherme Formagio Kikuchi.

Mas há quem acredite que o prefeito, em caso de declinação de Angélica, seja o 1º vice-presidente da Câmara, não o juiz eleitoral.

o vereador Fernadinho Peppes (PMDB), que é o 1º vice-presidente da Câmara, diz estar pronto para assumir tanto a presidência do legislativo municipal quanto a Prefeitura.

A ideia dos vereadores é aproveitar a crise para barrar quem tenha bronca de ordem penal na Justiça e figure na linha sucessória municipal.

Ou seja, o Brasil profundo também tem os seus Renans Calheiros… E o município de Cornélio Procópio colocará em prática pela primeira vez, no país, o novo entendimento do STF sobre a linha sucessória.

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