Governo Richa mentiu ao dizer que estudante morto em ocupação estava “drogado” para enfraquecer movimento no PR

richa_safelO governo Beto Richa (PSDB), como sempre, mentiu sobre o estudante Lucas Eduardo de Araújo Mota, de 16 anos, morto em outubro dentro do Colégio Estadual Santa Felicidade (SAFEL), em Curitiba. Laudo técnico contraria a Secretaria de Segurança Pública, que, para esvaziar o movimento de ocupação de 800 escolas, divulgara na época que o adolescente assassinado estava drogado.

A declaração do secretário Wagner Mesquita de Oliveira, de que a vítima e seu jovem colega que o assassinou tinham usado drogas sintéticas, não se sustenta diante dos laudos técnicos. Aliás, essa falsa informação da autoridade do governo do PSDB foi utilizada para convencer os juízes a reintegrar as escolas ocupadas no Paraná.

Reportagem de Janaina Garcia, do portal UOL, diz que teve acesso ao laudo toxicológico oficial assinado pelo perito toxicologista Eduardo Rodrigues Cabrera. O documento é datado do último dia 3 e informa que não foram detectados na amostra de sangue da vítima, encaminhada para perícia, nem álcool etílico, nem benzoilmetilecgonina (nome químico da cocaína), nem antidepressivos, anticonvulsionantes, analgésicos, benzodiazepínicos ou neurolépticos.

De acordo com a mãe do estudante assassinado, a confeiteira Alexandra Nunes da Rosa, 36, ela quer que Richa e o secretário de Segurança se retratem publicamente.

“O orgulho de poder mostrar o filho que eu sei que tinha. Ninguém podia sair falando dele sem saber, senão eu; é muito revoltante ver a injustiça que fizeram com o nome e com a memória do meu menino”, disse aos prantos a mãe.

O advogado Jorge Luiz Fenianos, que representa a família de Lucas no caso, afirmou que o laudo toxicológico será utilizado na ação de indenização que será apresentada contra o Estado do Paraná, em 2017, após o recesso de janeiro no judiciário.

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