Vaquejada, não, Estadão. Foi a corrupção que derrubou mais um ministro de Temer

Publicado em 19 novembro, 2016
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corrupcao_vs_vaquejadaA capa do Estadão deste sábado (19) foi mais realista que o rei, ou seja, que o ilegítimo governo Michel Temer (PMDB).

O jornalão cravou que “Vaquejada” e “brigas” derrubaram o ministro da Cultura Marcelo Calero. Não é verdade.

A Folha de S. Paulo foi mais assertiva, digamos, honesta ao entrevistar o ministro que pediu a saída.

Em nenhum momento Calero, que é diplomada de carreira, falou em “vaquejada” como motivo de sua renúncia.

O ex-ministro disse que sofrera pressão do também ainda ministro Geddel Vieira Lima (Governo) para autorizar um “espigão” numa região histórica de Salvador, capital da Bahia.

Geddel é dono de um dos apartamentos de luxo no empreendimento La Vue que custam, cada, R$ 2,6 milhões. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deu parecer técnico pelo embargo da obra.

Traduzindo para o Estadão: não foi a vaquejada que derrubou o quinto ministro de Temer, mas sim a maldita corrupção que é símbolo desse governo ilegítimo.

Roberto Freire assumiu o lugar de Marcelo Calero no Ministério da Cultura. Azar dela – da Cultura.

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