Reagrupar as forças contra Richa e Temer; nenhum direito a menos!

richa_ocupa_temerO fim da greve na educação básica, depois de 15 dias de paralisação, deixou algumas rusgas para trás. Mas é momento de reagrupar as forças contra o desmonte do ensino público pelos governos de Beto Richa (PSDB) e Michel Temer (PMDB).

Na assembleia da APP-Sindicato, que decidiu soberanamente pelo retorno às aulas, houve críticas de estudantes à “traição” de professores e educadores. No entanto, é bom salientar, a tática dos profissionais do magistério nem sempre são — ou precisam ser — idênticas a dos estudantes que se viram “abandonados” e vice-versa. Aliás, a horizontalidade e a pluralidade do movimento OCUPA dificulta uma única tática.

“Um pequeno grupo de estudantes motivado por integrantes da oposição à direção estadual da entidade, infelizmente utilizou-se do espaço democrático da assembleia para tentar atacar os presentes pela decisão soberana da assembleia”, explicou Luiz Fernando Rodrigues, diretor de comunicação da APP-Sindicato.

Rusgas à parte, a luta dos estudantes secundaristas já vem produzindo efeitos práticos. Há cheiro de vitória no ar. A Câmara dos Deputados realizara uma audiência pública na próxima segunda-feira, dia 7, em Curitiba, para discutir a retirada da MP 746 — o estopim das ocupações de escolas no Paraná e no Brasil.

A pauta dos educadores e dos demais servidores públicos do estado, além de política, de combate à reforma do ensino médio e à PEC 241, tem outro ingrediente que é econômico. O governo Beto Richa aplicou neles mais um calote, mas sinalizou disposição de discutir o pagamento da data-base — que é a reposição da inflação deste ano –, bem como honrar os avanços e progressões em atraso.

Portanto, a discórdia entre estudantes, professores, pais, servidores públicos somente ajuda a irresponsabilidade e os golpes de Temer e Richa. Mais do que nunca, é necessário reagrupar as forças para garantir que nenhum direito seja retirado da sociedade brasileira.

As palavras de ordem que unem a todos são “nenhum direito a menos!”, “Fora Temer” e “Fora Richa”.

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