Por Esmael Morais

Governo do Paraná não tem um negro no 1º escalão, mas torra verba em propaganda

Publicado em 21/11/2016

O tucano dá uma de “politicamente correto” ao tempo que também alimenta a farra publicitária que, de acordo com a bancada da oposição na Assembleia, custará ao erário R$ 700 milhões este ano.

O politicamente correto negligencia o verdadeiro debate sobre a discriminação racial no país; também elimina políticas afirmativas de empoderamento da negritude.

No caso concreto, Richa nomeou “zero” negros no secretariado — embora eles [os negros] sejam 28% da população do Paraná.

Quando cobrado da ausência de negros no governo, o Palácio Iguaçu saca o nome de Edson Lau Filho que tem o título de secretário, no entanto, a Secretaria de Juventude não consta no organograma oficial do estado. Ele tem cargo símbolo DA-2, lotado na Casa Civil, equivalente a diretor de uma secretaria.

“O nome disso é racismo institucional e as consequências são graves. Chega de fingir que é normal. Racismo é crime!”, diz a propaganda do governo do Paraná, como se chovesse no molhado.

O diabo é que os negros continuam liderando o número de presos, de desempregados, de sem-escolas, de mortos pela polícia, enfim.

Um velho e surrado ditado marxista garante que a prática é o critério da verdade, logo…

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