Por Esmael Morais

Corrupção derruba o sexto ministro de Temer

Publicado em 25/11/2016

Em seis meses de golpe de Estado, Temer já perdeu seis ministros. A média de queda é de um ministro por mês.

A saída do ministro da Secretaria de Governo não elimina a crise moral e política de Michel Temer. O ilegítimo será alvo de pedido de impeachment por ‘crime de responsabilidade’ no Congresso Nacional.

Antes do titular de Geddel, foram defenestrados Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Fábio Medina Osório (Advocacia Geral da União) e Marcelo Calero (Cultura) — pivô desta nova crise ética.

O diabo é que a fila para as próximas degolas é bastante longa. Lideram-na Ricardo Barros (Saúde), José Serra (Relações Exteriores) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

Abaixo, leia a íntegra da carta de demissão de Geddeel:

Salvador, 25 de novembro de 2016

Meu fraterno amigo Presidente Michel Temer,

Avolumaram-se as críticas sobre mim. Em Salvador, vejo o sofrimento dos meus familiares. Quem me conhece sabe ser esse o limite da dor que suporto. É hora de sair. Diante da dimensão das interpretações dadas, peço desculpas aos que estão sendo por elas alcançados, mas o Brasil é maior do que tudo isso.

Fiz minha mais profunda reflexão e fruto dela apresento aqui este meu pedido de exoneração do honroso cargo que com dedicação venho exercendo.

Retornado a Bahia, sigo como ardoroso torcedor do nosso governo, capitaneado por um Presidente sério, ético e afável no trato com todos, rogando que, sob seus contínuos esforços, tenhamos a cada dia um país melhor.

Aos Congressistas, o meu sincero agradecimento pelo apoio e colaboração que deram na aprovação de importantes medidas para o Brasil.

Um forte abraço, meu querido amigo.

Geddel Vieira Lima