Por Esmael Morais

Câmara realiza 2ª feira audiência pública em Curitiba sobre retirada da MP 746

Publicado em 02/11/2016

Deputados federais, estaduais, autoridades e especialistas em educação do Paraná e do Brasil, estudantes, professores, pedagogos, enfim, educadores, estarão presentes ao encontro para debater a “convulsão social” causada pela imposição da medida à educação básica.

A MP 746, a MP da discórdia, foi o estopim para as ocupações de mais de mil escolas da rede pública em todo o Brasil. Em Curitiba, esse número chegou a 900 e ainda permanecem tomadas pelos estudantes cerca 500 escolas em todo o estado.

Nesta semana, a Câmara sinalizou com a possibilidade de “engavetar” a MP 746 — que tem força de decreto-lei, expediente muito utilizado na ditadura militar — por um projeto de lei cuja tramitação permite ampla discussão entre parlamentares e comunidade escolar brasileira.

A despeito das reintegrações solicitadas pelo governador Beto Richa (PSDB), autorizadas pela Justiça, o clima é de luta entre os estudantes. A tendência é que o ilegítimo Michel Temer (PMDB) recue antes que o Congresso Nacional mande a MP 746 para o quinto dos infernos.

Nessas desocupações forçadas pela Justiça, os estudantes são recebidos pela comunidade escolar como verdadeiros heróis. Abaixo, veja o emocionante exemplo ocorrido ontem (1º) no Colégio Estadual Paulo Leminski, em Curitiba, depois de 22 dias de resistência e luta: